Projeto Prisma personaliza o suporte a pacientes com tumores: abordagem integrada e centrada na pessoa

Projeto Prisma personaliza suporte a pacientes com tumores, integrando psiconcologia, reabilitação e nutrição a partir do perfil individual.

Projeto Prisma personaliza o suporte a pacientes com tumores: abordagem integrada e centrada na pessoa

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Projeto Prisma personaliza o suporte a pacientes com tumores: abordagem integrada e centrada na pessoa

Em Roma, foi apresentado hoje o projeto Prisma, uma iniciativa que propõe transformar a forma como acompanhamos quem enfrenta um tumor, indo além das terapias farmacológicas para olhar ao redor do paciente com olhar atento e personalizado. Promovido pela Fundação para a Medicina Personalizada, o programa planeja envolver mais de 100 pacientes com neoplasia sólida ao longo do próximo ano.

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Na última década, a oncologia aprendeu a afinar o tratamento com base no perfil molecular de cada tumor. Como lembra Paolo Marchetti, presidente da Fundação e diretor científico do Idi Irccs, 'se hoje a terapia é construída sobre o perfil biológico da pessoa, por que o conjunto de cuidados que a acompanha deveria ser igual para todos?'. Essa pergunta é a semente do Prisma e aponta para uma mudança de ritmo: do compasso único para uma orquestra de intervenções moldadas ao tempo interno de cada indivíduo.

O foco do projeto é mapear a maneira particular com que cada paciente interpreta a experiência da doença e, a partir desse retrato, selecionar as ferramentas de suporte mais adequadas. Intervenções psicológicas, programas de reabilitação, orientações nutricionais e estratégias comportamentais entram em cena como instrumentos afinados segundo a leitura pessoal do adoecer. 'Cada pessoa vive a doença de modos diferentes', afirma Stefania Alfani, psiconcóloga e idealizadora do Prisma. 'Precisamos entender como a pessoa lê o que está a acontecer, para propor o cuidado que realmente ressoa com sua experiência'.

Essa abordagem remete a uma paisagem onde o cuidado se parece mais com um jardim cultivado: não se espalha sementes iguais por todo o terreno, mas observa solo, luz e raízes para plantar o que vai florescer naquele corpo e naquela mente. A proposta é conectar saberes — médicos, psicológicos, nutricionais e reabilitativos — para apoiar a pessoa em sua totalidade, respeitando ritmos e sinais.

Ao envolver pacientes com neoplasia sólida, o Prisma pretende também construir conhecimento: registrando como diferentes perfis de leitura da doença respondem a opções de suporte, os pesquisadores esperam desenhar modelos replicáveis para outros contextos oncológicos. Em termos práticos, isso pode significar oferecer programas de reabilitação mais intensivos a quem percebe limitações físicas como ameaça maior, enquanto para outros priorizar um cuidado psicológico que trabalhe a narrativa pessoal do diagnóstico.

Do ponto de vista humano, o projeto reafirma um princípio simples e essencial: o tratamento é uma peça, mas o caminho do paciente é tecido por muitos fios. Personalizar o suporte é cuidar das raízes do bem-estar, para que a cura e a qualidade de vida possam brotar com mais força. Como guia sensível dessa travessia, o Prisma propõe ouvir com atenção, desenhar intervenções sob medida e recolher lições que possam transformar a rotina clínica no dia a dia de quem vive com câncer.

O lançamento em Roma marca o início de uma colheita de experiências que, espera-se, traga frutos de humanidade e eficácia: um pequeno sopro de cuidado que se expande em práticas realmente centradas na pessoa.

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