HPV: Vacinação e Screening são essenciais para prevenir tumores, alerta especialista
Especialista italiano alerta: vacinação e screening são fundamentais para prevenir tumores relacionados ao HPV e reduzir casos de câncer do colo do útero.
RESUMO ✦
Sem tempo? A Lili IA resume para você
HPV: Vacinação e Screening são essenciais para prevenir tumores, alerta especialista
ROMA — Em conferência realizada hoje em Roma, o professor Luigi Nappi, titular de Ginecologia e Obstetrícia da Universidade de Foggia, reforçou que os tumores relacionados ao HPV podem ser prevenidos por meio de estratégias combinadas: vacinação e screening organizado. O evento, intitulado "Eliminação das patologias relacionadas ao HPV: utopia ou possibilidade real?", reuniu especialistas, sociedades científicas, instituições e associações de pacientes para avaliar o estado atual das medidas de prevenção primária e secundária.
Na avaliação do professor Nappi, é imperativo deslocar o foco além das doenças ginecológicas clássicas. "Quando falamos de HPV é importante considerar não apenas as patologias do âmbito ginecológico, mas também aquelas que afetam outros territórios, como cabeça e pescoço", declarou. Esses tumores de cabeça e pescoço, embora menos frequentes em termos epidemiológicos, sofrem com a ausência quase total de programas de screening e de prevenção primária eficaz por vacinação, o que os torna uma prioridade silenciosa.
O especialista enfatizou que, apesar da diversidade das manifestações clínicas, o papel central continua sendo o câncer do colo do útero. "Este é um câncer que não somente pode ser detectado precocemente, como pode ser prevenido", disse Nappi, ressaltando a eficácia comprovada da vacinação contra os tipos oncogênicos de HPV quando há cobertura vacinal significativa.
Do ponto de vista epidemiológico e econômico, o impacto das doenças relacionadas ao HPV é substancial. Segundo Nappi, interceptar essas patologias — seja por diagnóstico precoce, seja pela prevenção via vacinação — tem valor sanitário e social inquestionável. Ele acrescentou que, na Itália, ainda se estima de forma conservadora que cerca de três mil mulheres adoeçam anualmente de câncer do colo do útero.
Para mensurar se a Itália caminha rumo à eliminação dessas doenças, Nappi indicou que os indicadores não devem se limitar às taxas de vacinação. "As porcentagens de vacinação são essenciais — e por meio de um programa comunitário estamos tentando elevá-las a níveis que garantam impacto —, mas é igualmente necessário acompanhar os resultados clínicos: não só a incidência de lesões pré-cancerosas, mas a redução efetiva do câncer do colo do útero", explicou.
O encontro em Roma teve caráter multidisciplinar e teve como objetivo mapear resultados já obtidos e desafios a vencer. Entre os pontos de atenção apontados pelos especialistas estão a ampliação da cobertura vacinal, a implantação de protocolos de screening mais abrangentes para outras localizações tumorais relacionadas ao HPV e o fortalecimento das ações de educação em saúde para reduzir desigualdades de acesso.
Apuração in loco e cruzamento de fontes confirmam: a combinação de vacinação ampla e screening eficaz permanece a estratégia mais robusta para reduzir a carga clínica e econômica das doenças HPV-relacionadas. O desafio agora é transformar diretrizes e evidências científicas em políticas públicas consistentes e cobertura vacinal homogênea em toda a Europa.

