Fondazione con il Sud completa 20 anos e lança campanha 'Sud vivo' contra o spopolamento e pela rigeneração demográfica
Pesquisa da Fondazione con il Sud aponta aumento da preocupação com o spopolamento no Sul; campanha 'Sud vivo' prioriza rigeneração demográfica.
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Fondazione con il Sud completa 20 anos e lança campanha 'Sud vivo' contra o spopolamento e pela rigeneração demográfica
Em apuração in loco e cruzamento de fontes, os dados antecipados da pesquisa conduzida pelo instituto Demopolis para a Fondazione con il Sud confirmam o agravamento do quadro demográfico italiano, com ênfase no spopolamento do Sul. Sete em cada dez italianos (73%) declararam-se preocupados com o fenômeno, percentual que cresceu 13 pontos em relação à sondagem de março de 2025. No Mezzogiorno a apreensão é maior: 81%.
O levantamento, divulgado hoje em Nápoles na cerimônia de aniversário dos 20 anos da Fondazione con il Sud, no evento "Sud Vivo. 20 anos com o Sul", ocorreu na presença do Presidente da República. Entre os participantes, recebidos pelo presidente da Fundação, Stefano Consiglio, estavam o prefeito de Nápoles, Gaetano Manfredi; o presidente da Região Campania, Roberto Fico; o arcebispo de Nápoles, Card. Domenico Battaglia; o presidente da Acri, Giovanni Azzone; e o porta-voz do Fórum do Terceiro Setor, Giancarlo Moretti.
O estudo aponta que a preocupação com a transferência das gerações jovens para o exterior ou para o centro-norte do país atinge 82% dos entrevistados no conjunto nacional, variando de 74% no Norte a 92% no Sul. A questão da denatalidade — o contínuo declínio das nascimentos — é transversal: 8 em cada 10 italianos mostram-se inquietos com o tema.
Os números oficiais do ISTAT compilados entre 2001 e 2023 apontam que o Mezzogiorno perdeu cerca de 730 mil residentes nesse período. Projeções, mesmo nas hipóteses menos catastróficas, indicam para 2080 uma redução estimada de aproximadamente 8 milhões de habitantes no Sul, com contração acentuada das faixas etárias jovens. Esse processo configura, nas palavras dos analistas, uma potencial "extinção natural" regional, cuja repercussão pode comprometer a continuidade de serviços e a máquina produtiva em todo o país — incluindo cidades do Norte que dependem do aporte migratório do Sul para garantir o funcionamento de escolas, tribunais, hospitais e forças de segurança.
Do ponto de vista de políticas públicas, a pesquisa revela uma expectativa clara por respostas coletivas: 62% dos entrevistados defendem que a promoção de projetos de rigeneração demográfica deva ser conduzida por uma sinergia entre instituições, empresas e o privado social, com decisões compartilhadas. Apenas um terço deposita exclusivamente nas instituições a responsabilidade por essas intervenções.
Quanto às medidas percebidas como mais eficazes, a criação de oportunidades de emprego nos territórios afetados pelo spopolamento aparece como prioridade para 69% dos entrevistados. Em linhas gerais, a população demanda ações práticas e integradas — desde incentivos econômicos até infraestrutura e serviços — capazes de tornar viável a permanência e o retorno das comunidades locais.
A campanha participativa "Sud vivo" integra o plano trienal 2025-2027 da Fondazione con il Sud, que coloca a rigeneração demográfica como objetivo estratégico prioritário. Em um raio-x do cotidiano das regiões afetadas, a Fundação e seus parceiros propõem instrumentos de intervenção que, segundo os organizadores, devem articular financiamento, inovação social e responsabilidade institucional para enfrentar o desafio demográfico com rigor técnico.
Este é o retrato factual e sem ruídos do problema: indicadores estatísticos consolidados, percepção pública elevada e apelo a uma governança compartilhada. A realidade traduzida exige respostas imediatas e coordenadas, sob pena de comprometer serviços essenciais e o equilíbrio socioeconômico do país.

