Região da Lombardia custeará compra do daraxonrasib para paciente de Lecco com câncer de pâncreas

Lombardia financiará compra do daraxonrasib para paciente de Lecco com câncer de pâncreas; ASST de Lecco fará importação e administração.

Região da Lombardia custeará compra do daraxonrasib para paciente de Lecco com câncer de pâncreas

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Região da Lombardia custeará compra do daraxonrasib para paciente de Lecco com câncer de pâncreas

Por Giulliano Martini — Em apuração direta e cruzamento de fontes em Palazzo Lombardia, a Região Lombardia anunciou a liberação de recursos para a aquisição do daraxonrasib, medicamento que será administrado pelo hospital da ASST de Lecco a uma paciente local identificada como Jessica. A intervenção atende a um pedido motivado pela gravidade do caso e pela indisponibilidade do fármaco no mercado italiano.

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O assessor de Welfare da região, Guido Bertolaso, detalhou o caminho adotado: "Já negociamos o percurso: autorizamos a ASST de Lecco a proceder com a compra do medicamento nos Estados Unidos e a posterior administração à paciente, com despesas a cargo da Região Lombardia", afirmou, em declaração hoje à imprensa. Bertolaso afirmou ainda que a iniciativa busca não apenas atender a esta paciente, mas estabelecer um protocolo para casos semelhantes.

Segundo a assessoria, a ação inclui a importação do fármaco — aprovado nos Estados Unidos e que recebeu um primeiro aval na Europa — com cobertura das despesas pela administração regional. Bertolaso comentou theicamente sobre restrições orçamentárias, afirmando que, enquanto houver disponibilidade orçamentária, a Lombardia "não deixa nenhum cidadão sozinho"; e que, se houver cortes futuros, buscarão alternativas de gestão.

Na exposição pública da história, a paciente construiu uma campanha de financiamento no GoFundMe, na qual narrou o percurso clínico: mãe de dois gêmeos de 3 anos e meio, ela relatou ter sido submetida a uma cirurgia extenso (duodenocefalopancreasectomia) de mais de 10 horas e a 12 ciclos de quimioterapia. O tumor voltou no fígado e progrediu, apesar de novos tratamentos. A esperança está no daraxonrasib, descrito por ela como um fármaco-alvo que, em estudos iniciais, prolongou a sobrevida.

Do ponto de vista técnico, a iniciativa regional tem dois objetivos imediatos: proporcionar tratamento em tempo hábil a uma paciente em condição crítica e estruturar um protocolo de aquisição e administração para fármacos ainda não registrados no mercado nacional. "Utilizamos este caso para montar um procedimento que permita garantir este medicamento — que hoje não existe na Itália e custa muito — a todos que se encontrem na mesma situação", declarou Bertolaso.

Fontes da ASST de Lecco confirmaram a autorização para proceder à importação e à administração do medicamento sob supervisão clínica local. A região informou que acompanhará todo o processo logístico e regulatório, incluindo autorização sanitária e acompanhamento farmacovigilância.

Esta operação levanta questões práticas e éticas recorrentes: o acesso a tratamentos ainda não disponíveis nacionalmente, a capacidade de financiamento público diante de limitações orçamentárias e a necessidade de protocolos claros para importação de fármacos em situações excepcionais. Em apuração in loco e por meio do cruzamento de comunicações institucionais, a Lombardia afirma buscar um modelo que possa ser replicado sem comprometer a sustentabilidade dos serviços de saúde regionais.

Registro final: a história de Jessica permanece sob acompanhamento clínico, enquanto a logística do daraxonrasib segue os trâmites autorizados pela Região e pela ASST de Lecco.

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