Mistério de Pietracatella: autor do livro é convocado pela polícia em Campobasso

Autor do livro sobre o caso Pietracatella foi convocado em Campobasso; investigação segue sob sigilo após descoberta de ricina nas vítimas.

Mistério de Pietracatella: autor do livro é convocado pela polícia em Campobasso

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Mistério de Pietracatella: autor do livro é convocado pela polícia em Campobasso

Em apuração direta na sede policial, foi ouvido hoje, em Campobasso, o jornalista Agostino Rocco, autor do instant book Il delitto di Pietracatella. A convocação à questura de Campobasso ocorreu nos moldes formais adotados em inquéritos de grande repercussão, mas as autoridades não divulgaram os motivos específicos do chamamento.

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Fontes ouvidas sob condição de anonimato confirmam que os investigadores questionaram o autor sobre os fatos, hipóteses e cenários relatados no texto lançado há poucos dias. Antes de entrar na delegacia, Rocco falou rapidamente com a imprensa e reafirmou que, no livro, não apontou culpados: limitou-se a descrever e compilar cada aspecto das investigações em curso, com base em documentos e entrevistas obtidos durante a apuração.

O episódio integra uma sequência de diligências relacionadas ao caso conhecido como Giallo di Pietracatella, que tem mantido procuradorias e polícias locais em permanente atividade e invariavelmente sob a atenção dos principais veículos nacionais. Em matéria de rotina processual, o interrogatório de testemunhas costuma ocorrer na questura de Campobasso, onde desde meses atrás permanecem equipes de televisão e reflexos do debate público.

Ontem, outra informação relevante chegou ao crivo da investigação: foi ouvido pelos inquirentes um político com ligação próxima a Gianni Di Vita, marido e pai das vítimas. Segundo o que apurei por cruzamento de fontes locais, a pessoa em questão ocupa um cargo político de destaque na região do Molise e prestou depoimento em Larino, procedimento incomum que evitou a convocação na capital provincial.

A escolha por ouvir essa pessoa em Larino — longe da concentração midiática em Campobasso — reforça o caráter reservado adotado pela investigação. A Procuradoria de Larino, sob a direção da procuradora Elvira Antonelli, manteve desde o início uma linha de absoluta confidencialidade. Essa postura tem sido observada desde a descoberta de traços de ricina em amostras biológicas colhidas de Antonella Di Ielsi e da filha Sara Di Vita, vítimas que morreram respectivamente em 28 e 27 de dezembro do ano passado.

Com a investigação em andamento, a prioridade das equipes é o exame técnico das evidências e o cruzamento rigoroso de depoimentos e perícias, sem exposição indevida de peças de informação que possam comprometer o curso legal do inquérito. Mantemos acompanhamento direto do caso, com apuração in loco e cruzamento de fontes, para atualização imediata de qualquer nova diligência ou pronunciamento oficial.

Registro final: a convocação do autor do livro e a audiência do político próximo a Gianni Di Vita são fatos processuais que se somam ao enredo já complexo do caso. A linha de investigação e a reserva adotada pela Procuradoria de Larino indicam que novas movimentações podem ocorrer sem aviso prévio, motivo pelo qual a cobertura seguirá com foco em fatos brutos e confirmação documental.

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