Morte de Denise Cosco: análise de telefones buscará contatos com o pai detido

Investigação analisa telefones apreendidos após morte de Denise Cosco para verificar contatos com o pai detido; inquérito segue em Velletri.

Morte de Denise Cosco: análise de telefones buscará contatos com o pai detido

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Morte de Denise Cosco: análise de telefones buscará contatos com o pai detido

Prosseguem as investigações sobre a morte de Denise Cosco, filha de Lea Garofalo, a testemunha de justiça assassinada pela 'ndrangheta. Autoridade e apuração técnica seguem em ritmo intenso para esclarecer se houve recomposição de laços entre a vítima e o pai, hoje preso.

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Fontes próximas ao inquérito informam que estão em curso as perícias sobre os aparelhos telefônicos apreendidos após o episódio em que Denise se lançou do terceiro andar do seu apartamento em Ariccia. A expectativa dos investigadores é que a análise dos dados digitais possa indicar eventuais contatos com o pai — cujo nome não foi divulgado — e esclarecer a natureza e frequência dessas comunicações.

O procedimento é conduzido pela procuradoria de Velletri, sob responsabilidade do procurador Carlo Villani, com as diligências delegadas ao Nucleo Investigativo de Frascati dos Carabinieri. Em um inquérito cuidadosamente montado, cada elemento recolhido está sendo submetido a cruzamento de fontes e verificação cronológica para evitar ruído informativo.

Na sequência dos trabalhos periciais foram realizados os exames no local do fato e, na semana passada, foi concluída a autópsia. Também prestou depoimento, na condição de pessoa informada sobre os fatos, o companheiro de Denise. O inquérito tramita, por ora, como procedimento por instigação ao suicídio — a ação está registrada contra ignotos.

Os investigadores mantêm reserva sobre detalhes procedimentais para não comprometer a apuração em curso. Em termos objetivos, duas frentes técnicas são prioritárias: a extração e análise dos dados contidos nos telefones apreendidos e a reconstrução das últimas horas de convívio da vítima no apartamento de Ariccia. Ambas medidas visam mapear contatos, mensagens, ligações e eventuais encontros que possam ter motivado o gesto.

É pontual lembrar o contexto: Lea Garofalo foi uma testemunha de justiça cujo depoimento e escolha em se afastar do crime organizado tiveram custo altíssimo — sua morte marcou a história de combate à 'ndrangheta na Itália. A coincidência de idade entre mãe e filha — ambas com 35 anos ao momento de suas mortes — acentuou a atenção pública e jornalística, mas os investigadores tratam o caso com foco técnico e sem pressuposições.

Do ponto de vista processual, o trabalho pericial sobre os aparelhos será vital para qualquer eventualização de indiciamento: mensagens e registros telefônicos podem confirmar ou afastar hipóteses sobre instigação ou influência externa. Enquanto isso, a procura de Velletri e o Nucleo Investigativo de Frascati prosseguem com a rotina de diligências, colhendo depoimentos e preservando provas.

Esta é a realidade traduzida por apuração in loco e cruzamento de fontes: fatos brutos, perícias em andamento e uma investigação que ainda não descartou cenários, mas que busca respostas objetivas nos dados digitais e no laudo de necropsia.

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