Esporte e Comunicação: Manni (Enel) afirma que a relevância substitui a visibilidade
Fabrizio Manni (Enel) diz que, no esporte, a comunicação precisa ser relevante e alinhada aos valores do público, superando a busca apenas por visibilidade.
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Esporte e Comunicação: Manni (Enel) afirma que a relevância substitui a visibilidade
Em Roma, durante a apresentação do número 19 da revista The Corporate Communication Magazine, dedicado a "Esporte e comunicação. Um novo paradigma para a reputação corporativa", Fabrizio Manni, Head of Sponsorships and Events da Enel, destacou uma mudança estrutural na forma como as empresas constroem relações com seus públicos por meio do esporte.
“A comunicação está mudando a ritmos repentinos e, para as empresas, não é mais suficiente apenas ser visível”, disse Manni ao público presente. Em sua intervenção, ele pontuou que a visibilidade — o objetivo inicial de muitas parcerias esportivas — deixou de ser o fim em si mesmo. O verdadeiro imperativo estratégico, segundo ele, é a relevância.
Explicando o conceito, Manni afirmou: “Ser relevante para o cliente significa ser credível”. Essa credibilidade, nas palavras do executivo, nasce da capacidade das organizações de decodificar uma comunicação que hoje se desdobra em múltiplos canais e tecnologias. Plataformas digitais, experiências ao vivo e conteúdos on-demand compõem um ecossistema onde a mensagem deve ser calibrada com precisão — como um motor ajustado para máxima eficiência.
Para Manni, a grande prova para as empresas é interpretar essa complexidade. Isso envolve três movimentos coordenados: entender as linguagens e canais novos, alinhar os valores corporativos aos do target e, por fim, distribuir valor de forma mensurável e consistente. “A verdadeira batalha é alinhar os próprios valores aos do público-alvo e distribuir valor”, concluiu.
Em termos práticos, a observação de Manni ressoa com uma agenda estratégica: patrocínios esportivos devem ser concebidos como plataformas de reputação e construção de confiança, não apenas como sinais de presença de marca. A leitura exige tradução tática — segmentação mais fina, métricas que vão além de impressões e alcance, e experiências que favoreçam a credibilidade. É uma calibragem de juros entre investimento e retorno reputacional.
Como estrategista, vejo essa orientação como parte de uma mudança mais ampla no motor da economia de atenção: marcas que souberem transformar exposição em propósito e propósito em ação concreta terão vantagem competitiva. Em mercados onde o consumidor é seletivo e informado, a comunicação efetiva exige desenho de políticas de patrocínio mais sofisticadas, engenharia de conteúdo e modelos de mensuração robustos — uma espécie de chassi tecnológico para sustentar a narrativa.
A participação da Enel neste debate reafirma que grandes players estão reposicionando patrocínios como instrumentos de governança reputacional. Ao reconhecer a crescente complexidade, Manni sinaliza que empresas maduras buscam integrar estratégia corporativa, experiência do público e inovação tecnológica — uma aceleração de tendências que exige profissionalismo, rigor e sensibilidade ao contexto cultural do esporte.
Concluindo, a fala de Fabrizio Manni no evento do International Corporate Communication Hub é um lembrete claro: na era das múltiplas plataformas e do consumo fragmentado, a relevância é o novo parâmetro de performance. Visibilidade é ponto de partida; relevância é o objetivo a ser perseguido com calibragem e engenhosidade.

