Move & Fly: projeto leva esporte aos terminais T1 e T3 de Fiumicino e pode se expandir internacionalmente
Move & Fly leva esporte aos terminais T1 e T3 de Fiumicino; projeto da ASI pode ser ampliado para outros aeroportos nacionais e internacionais.
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Move & Fly: projeto leva esporte aos terminais T1 e T3 de Fiumicino e pode se expandir internacionalmente
Por Stella Ferrari — Em apresentação realizada no aeroporto de Fiumicino, o presidente da Asi, Claudio Barbaro, destacou a ambição estratégica por trás do projeto Move & Fly, que introduz práticas esportivas dentro dos terminais T1 e T3. Para Barbaro, o aeroporto é "um espaço particular que em geral é sinônimo de sedentariedade", e a iniciativa nasce justamente para transformar essa dinâmica, integrando atividade física ao fluxo de passageiros.
"É por isso que dar vida a esta iniciativa nos enche de orgulho: é um experimento que podemos estender onde houver a mesma disponibilidade — não apenas em aeroportos nacionais, mas também no exterior", afirmou o presidente da Asi. A mensagem é clara: o projeto tem vocação de escala, atuando como uma peça de design de políticas públicas que visa melhorar a experiência do passageiro e ativar novos polos de consumo e bem-estar nos centros de transporte.
O lançamento do Move & Fly foi descrito por Barbaro como uma ideia e, por vezes, uma "aventura" — uma expressão que combina bem com a natureza exploratória de iniciativas-piloto. Mais do que um serviço, trata-se de um componente cultural: a fruição de atividades esportivas dentro do aeroporto transmite um "mensagem única" sobre saúde e convivência urbana, segundo o dirigente.
Do ponto de vista econômico e urbano, a integração de esporte em terminais é uma forma de exercer uma "calibragem" fina sobre os estímulos ao consumo e ao bem-estar: gera tráfego de pessoas em horários antes subutilizados, amplia oportunidades comerciais e requalifica espaços, acelerando tendências de lifestyle e elevando o desempenho do aeroporto como plataforma multifuncional — o verdadeiro "motor da economia" local.
Barbaro também ressaltou o papel social do esporte: "O mundo do esporte não poderá que tirar proveito disso, assim como toda a comunidade que transitar por este aeroporto". Em sua síntese, o esporte ultrapassa barreiras culturais e linguísticas. "Não conhece linguagens. Tem um linguagem universal que é a do corpo e permite interagir em qualquer nível sem precisar falar a mesma língua", concluiu.
Como estrategista de mercado, vejo no Move & Fly uma iniciativa com alto potencial de replicação e retorno — desde impacto na experiência do cliente até efeitos positivos sobre receitas auxiliares e valor de marca. A execução precisará de uma engenharia de alto padrão: escolha de parceiros operacionais, mensuração de resultados e uma governança clara para que a iniciativa não se transforme em mero enfeite, mas sim em um ativo estratégico.
Em suma, o projeto em Fiumicino é uma prova de conceito que alia bem-estar e oportunidade econômica. Se calibrado com disciplina e metas claras, poderá acelerar uma nova frente de desenvolvimento em aeroportos, transformando terminais em polos ativos onde circulação e movimento se encontram com saúde, cultura e economia.

