Alcaraz supera Basilashvili em tiebreak épico e segue aos quartas do ATP 500 de Viena
Alcaraz vence Basilashvili por 6-1, 7-6 (13-11) em Viena e avança aos quartos; próximo adversário é Tommy Paul.
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Alcaraz supera Basilashvili em tiebreak épico e segue aos quartas do ATP 500 de Viena
Por Otávio Marchesini, Espresso Italia
Em uma exibição que mesclou domínio e resistência mental, Carlos Alcaraz garantiu vaga nas quartas de final do ATP 500 de Viena (superfície rápida indoor, premiação de €2.797.985). O número 3 do mundo e segunda cabeça de chave venceu o georgiano Nikoloz Basilashvili (ATP 95) por 6-1, 7-6 (13-11), em 1h40 de partida.
O primeiro set foi de controle absoluto do jovem espanhol: agressivo nas devoluções e preciso nas transições, Alcaraz rapidamente construiu a vantagem e fechou por 6-1. No começo do segundo parcial, manteve o ritmo e consolidou uma quebra que levou a 3-1 — o ponto alto de sua iniciativa ofensiva naquele set.
No entanto, a partida ganhou contornos dramáticos a partir do sexto game do segundo set. Foi ali que veio o único momento de deslize de Alcaraz, quando cedeu o serviço após a única oportunidade de quebra oferecida a Basilashvili. A partir desse ponto, ambos mantiveram o saque e o equilíbrio se traduziu em um tie-break longo e tenso.
No desempate, o triunfo do espanhol teve gosto de resistência psicológica: Alcaraz salvou quatro set points, insistiu no padrão agressivo sem perder compostura e, após intensa troca de mini-breaks, fechou o tie-break em 13-11, aproveitando o quarto match‑point. A sequência confirma um traço recorrente em sua carreira: a capacidade de impor intensidade, recuar quando necessário e, sobretudo, recuperar-se nos momentos decisivos.
Com a vitória, Alcaraz avança para enfrentar o norte-americano Tommy Paul — atual 14º do ranking e sétima cabeça de chave — em confronto que promete ser tático, dada a capacidade de Paul de pressionar com golpes planos e regularidade de fundo. A partida coloca novamente em foco a discussão sobre a adaptação dos top players aos pisos rápidos indoor, ambiente que favorece quem combina saque ofensivo e retorno contundente.
Do ponto de vista mais amplo, o triunfo em Viena reforça a trajetória de Carlos Alcaraz como jogador que transcende o mero resultado: seus jogos costumam reconfigurar expectativas sobre como a próxima geração dialoga com as tradições do circuito — um híbrido entre ousadia juvenil e leitura madura do jogo. Para Basilashvili, o duelo confirma a persistência de sua experiência no circuito: capaz de forçar momentos de desequilíbrio mesmo diante de adversários de elite, ele segue sendo incómodo em pisos rápidos.
Agora, com a vaga nos quartas, Alcaraz busca consolidar sua presença nas fases finais do torneio austríaco e, ao mesmo tempo, afinar aspectos técnicos e mentais para a reta final da temporada. Em Viena, como em outros centros tradicionais do circuito, cada confronto carrega múltiplos significados — ranking, confiança e narrativas que moldam a memória recente do tênis europeu.

