O valor do tempo no centro de 'Benessere Lavoro – Sì, Subito' na One TV
Debate na One TV discute o valor do tempo entre trabalho, saúde e IA em 'Benessere Lavoro – Sì, Subito', com líderes da UIL e especialistas.
RESUMO ✦
Sem tempo? A Lili IA resume para você
O valor do tempo no centro de 'Benessere Lavoro – Sì, Subito' na One TV
Em um cenário onde o relógio parece ditar ritmo e sentido, a última edição de Benessere Lavoro – Sì, Subito!, conduzida por Max Viggiani e exibida pela One TV (canal 79), colocou o valor do tempo sob uma lente coletiva. O programa, em parceria com a UILCA Lombardia, reuniu representantes sindicais, profissionais da saúde e especialistas científicos para discutir como o tempo se articula entre trabalho, família e bem‑estar.
Antonio Albrizio, secretário‑geral da UIL Lombardia, destacou que a pressa compromete a segurança nos locais de trabalho: “A fretta é inimiga da segurança”. Ritmos excessivos, cargas de trabalho elevadas e estresse foram apontados como riscos que só podem ser mitigados por uma negociação coletiva que coloque as pessoas no centro. Albrizio também lembrou a campanha UIL Zero Morti sul Lavoro, ressaltando a importância da formação, da prevenção e de uma melhor organização dos horários. Para ele, até a inteligência artificial precisa reforçar a devolução de tempo aos trabalhadores, e não apenas a produtividade das empresas.
Claudia Dabbene, secretária‑geral da Uilca Lombardia, reforçou a dimensão política e ética do tempo: para as empresas, o tempo é uma unidade de lucro; para o sindicato, é um instrumento de valor e de dignidade do trabalhador. Da conciliação vida‑trabalho à formação remunerada, passando pelas transformações digitais, a contrattazione coletiva deve assegurar que inovações e ganhos de produtividade se traduzam em benefícios concretos para as pessoas.
Do ponto de vista psicológico, a conselheira sistémico‑relacional Marta Gimigliano explorou a relação íntima entre tempo e bem‑estar: “O tempo certo é pessoal — depende das prioridades, valores e necessidades de cada um”. Aprender a gerir o próprio tempo, valorizando relações e aspirações, é apresentado como caminho para uma vida de maior qualidade — uma espécie de reframe da realidade onde o tempo recupera valor simbólico além da cronologia.
Conectado desde Madrid, o oncologista Paolo Ascierto trouxe para o debate a urgência científica: “Aggredire il tempo” em medicina significa intervir com rapidez para salvar vidas. Ascierto enfatizou a necessidade de honestidade com os pacientes — nunca arrancar a esperança — e defendeu um reconhecimento profissional e económico mais robusto para médicos e enfermeiros, cuja capacidade de resposta temporal é muitas vezes decisiva.
O meteorologista e climatologista Andrea Giuliacci ofereceu uma perspectiva que faz a ponte entre tempo cronológico e tempo atmosférico: o clima, disse, é hoje um dos bens mais preciosos, condicionando atividades diárias e a qualidade do trabalho. Sua intervenção situou o debate em um contexto amplo, lembrando que previsibilidade e alterações climáticas alteram o próprio compasso da vida cotidiana.
Com elegância analítica, Max Viggiani guiou um diálogo que afinou sensibilidade e conhecimento, confirmando o objetivo do programa: dar voz a diferentes experiências e traduzir o que parece mero fluxo temporal em políticas, práticas e narrativas que afetam o presente e o futuro do trabalho. Em suma, a conversa mostrou que o tempo é um espelho do nosso tempo — um indicador de valores, saúde coletiva e prioridades sociais.

