Tajani: Itália "quase pronta" com pacote de ajuda à Ucrânia; apoio civil e militar será prioridade

Tajani afirma que Itália está quase pronta para pacote de ajuda à Ucrânia, com foco militar e humanitário; Parlamento será informado via Copasir.

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Tajani: Itália "quase pronta" com pacote de ajuda à Ucrânia; apoio civil e militar será prioridade

Por Giulliano Martini. Em apuração direta de ocasião institucional no Senado de Roma, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Antonio Tajani, anunciou que a Itália está "quase pronta" a formalizar um novo pacote de ajuda à Ucrânia. A declaração foi proferida nesta sexta-feira durante o seminário pelos 30 anos do Ince, na sala Koch do Senado.

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Segundo Tajani, o documento está sendo elaborado pelo Ministério da Defesa e seguirá para assinatura dos ministros envolvidos: o titular da Defesa, Crosetto, o próprio Tajani e o ministro do Desenvolvimento Econômico, Giorgetti. Antes disso, acrescentou, o Parlamento será informado por meio do Copasir, órgão competente para questões de segurança.

"Devemos fazer compreender que a Ucrânia não deve ser deixada sozinha", afirmou o chefe da diplomacia italiana. Tajani traçou um ponto claro: o novo pacote não é só de natureza militar. Com a chegada do chamado "inverno do general" — expressão utilizada para marcar o agravamento das condições no terreno — a atenção precisa se voltar também para a população civil. "Não é apenas uma questão militar, mas também uma questão humanitária", disse.

Tajani reiterou a posição oficial de Roma: a Itália "não está em guerra com a Rússia", mas se posiciona ao lado da Ucrânia. "A paz não pode ser a rendição da Ucrânia", afirmou, estabelecendo o limite político que, segundo ele, norteia o apoio italiano.

Em declaração anterior, à margem do encontro "Artico e Antartide. Il sistema Paese nello scenario internazionale e le nuove sfide della competizione globale", realizado no Centro Alti Studi per la Difesa em Roma, o ministro comentou também os contactos recentes entre Noruega, Finlândia e o presidente russo Vladimir Putin. Referindo‑se às telefonemas do presidente da Finlândia e do primeiro‑ministro da Noruega a Putin, Tajani disse que, se a iniciativa "serve a desbloquear a situação, bem‑vinda seja".

No entanto, o ministro sublinhou a necessidade de coordenação: "Mas deve falar uma única voz em toda a Europa, portanto precisamos escolher quem fala". A mensagem é política e operacional: qualquer tentativa de mediação ou deministração de tensões deve estar alinhada com uma estratégia europeia conjunta.

Apuração in loco e cruzamento de fontes indicam que o foco do pacote será duplo — armamento e logística operacional — e assistência humanitária direcionada à população vulnerável com o agravamento das condições climáticas. O calendário previsto por Tajani coloca a formalização do pacote nas próximas semanas, depois dos trâmites internos de defesa e do envio de informações ao Parlamento via Copasir.

O posicionamento público do ministro reflete a linha adotada por Roma: reafirmação do apoio à Ucrânia, manutenção do diálogo com parceiros europeus e ênfase na proteção da população civil como prioridade humanitária paralela às medidas militares.

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