Cardarelli defende médicos e amplia comunicação: a narrativa da saúde em transformação
D.G. Antonio d'Amore defende médicos e amplia comunicação no Cardarelli: abertura ao público, uso de redes sociais e procedimentos reconhecidos como best practice.
RESUMO ✦
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Cardarelli defende médicos e amplia comunicação: a narrativa da saúde em transformação
Em apuração in loco no Health Journalism Forum realizado no hospital Cardarelli, o diretor-geral Antonio d'Amore traçou um diagnóstico claro sobre a relação entre saúde e mídia. Para d'Amore, o cenário informativo mudou de forma estruturada: "Muito frequentemente somos chamados à cena por fatos negativos. Programas de televisão apontam o dedo sem dar espaço à contraparte". A declaração, colhida durante o evento na segunda edição do fórum, sublinha a necessidade de resgatar o equilíbrio no relato sobre a assistência.
O diretor destacou que o relato da instituição precisa nascer dentro da própria instituição. "O relato da saúde nasce na saúde, e talvez já isso represente um cambio de paradigma que antes não havia", disse d'Amore, em tom direto e técnico. A proposta que ele defende combina salvaguarda profissional e transparência institucional: reforçar estruturas internas de comunicação e permitir que a direção hospitalar explique procedimentos e contextos quando surgem denúncias ou críticas.
Na prática, o Cardarelli tem adotado medidas para se aproximar da população. "Estamos muito ativos nas redes sociais. Tentamos interceptá-las para estabelecer uma relação direta com o cidadão", afirmou. O hospital mantém uma página onde os próprios munícipes contam experiências e percepções sobre a unidade. Esse canal tem sido usado como instrumento de acolhimento e de reconstrução narrativa: "Hoje é possível caminhar pelos viale do hospital e respirar a sua atmosfera. Há pessoas que vêm correr ou passear às 18h", relatou d'Amore, apontando a reabertura parcial de espaços antes fechados à comunidade.
Do ponto de vista da defesa do corpo clínico, o diretor sublinhou que o médico não é mais uma figura intocável por natureza e, por isso, muitas vezes precisa ser defendido. Segundo ele, o Cardarelli formalizou procedimentos reconhecidos como best practice para proteger operadores e garantir transparência. "Contamos concursos com 200 médicos e 400 anestesistas; contamos com profissionais que vivem o hospital e se dedicam ao que seus pacientes pedem", disse, ao enumerar dados brutos que atestam a atração e a qualidade do quadro clínico.
O discurso de d'Amore no fórum se insere em um esforço institucional mais amplo: transformar a comunicação hospitalar em instrumento de prevenção de crises e de valorização das práticas positivas. Em linguagem técnica e sem rodeios, ele pediu o apoio dos profissionais da imprensa: "O relato de uma saúde justa é um relato contínuo, e nisso pedimos sua ajuda". Esse pedido, em essência, exige do jornalismo o compromisso com o cruzamento de fontes e com a restituição dos contextos que cercam os fatos.
Em resumo: a administração do Cardarelli aposta no fortalecimento das estruturas de comunicação, na abertura do hospital à cidade e na defesa institucional dos profissionais como peças centrais para reverter narrativas negativas e promover as boas práticas em saúde.

