Como humilha Lens: 9-1 e afirmação de Fabregas na Champions League
Como atropela Lens por 9-1 na Champions: Douvikas brilha com hat-trick e Fabregas consolida projeto com jovens e futebol coletivo.
RESUMO ✦
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Como humilha Lens: 9-1 e afirmação de Fabregas na Champions League
Como, sob o comando de Fabregas, ofereceu uma lição de futebol coletivo e intensidade ao vencer o Lens por 9-1, na quarta rodada da fase de grupos da Champions League, em solo francês. A goleada, que jamais esteve em dúvida após os primeiros 45 minutos, consagra a equipe como uma força em ascensão na competição e confirma um estilo de jogo coeso e ambicioso.
O jogo começou com o claro domínio visitante: aos 7 minutos, Douvikas abriu o placar e repetiu a dose aos 32'. Aos 40', foi a vez do criativo Nico Paz deixar sua marca, completando uma primeira etapa na qual o Como já demonstrava superioridade técnica e tática.
Na etapa final o desmoronamento do Lens se acelerou. Aos 47' Da Cunha ampliou, seguido por Kempf aos 53' e, aos 57', Douvikas assinou o terceiro gol pessoal — uma tripleta que o levou à artilharia da Champions. A partir daí, o técnico do Como promoveu mudanças que não alteraram a essência do duelo: Entraram jovens e reservas que também impactaram o jogo. Aos 62' Liberali marcou; aos 69' Baturina assinalou outro gol; e aos 92' o jovem de 18 anos Papaccioli fechou a conta, completando a goleada. O tento de Aguilar, aos 65', foi o único alento do Lens.
Além do placar, o resultado tem implicações claras na classificação: depois do triunfo anterior por 4-1 sobre o Manchester United, o Como praticamente dobrou seu saldo de gols e subiu ao quarto lugar do grupo, somando 9 pontos — uma posição que recoloca o clube italiano no centro das conversas europeias.
Como analista que observa o esporte em chave histórica e cultural, não cabe aqui apenas celebrar a festa dos números. O que se vê no Como de Fabregas é um projeto que combina identidade coletiva, novidade tática e aposta na formação. A presença de jovens como Papaccioli, que entrou e marcou no final, evidencia um caminho sustentável: resultados imediatos sem perder de vista a construção de um legado esportivo.
Para o público francês e para os torcedores do Lens, a partida expõe também vulnerabilidades que são, muitas vezes, reflexo de estruturas mais amplas: recursos, profundidade de elenco e coerência técnica. Em uma modalidade onde a memória coletiva pesa tanto quanto o resultado, derrotas como esta reconfiguram narrativas locais e forçam decisões institucionais.
Restam partidas, e a Champions League historicamente se alimenta de reviravoltas. Ainda assim, a exibição de Como em Lens é, no mínimo, um marco: não apenas pela quantidade de gols, mas pelo que eles simbolizam — uma equipe que se firma como projeto internacional, com astúcia tática e talento jovem, conduzida por um técnico cuja leitura do jogo tem se mostrado precisa e transformadora.

