Itália confirma novo pacote de ajuda militar à Ucrânia, diz Crosetto: "Respeitaremos os pactos"

Crosetto anuncia 13º pacote de ajuda à Ucrânia e reafirma que Itália respeitará pactos com aliados; audiência no Copasir em 10/11.

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Itália confirma novo pacote de ajuda militar à Ucrânia, diz Crosetto: "Respeitaremos os pactos"

Por Marco Severini — No recente question time no Senado, o ministro da Defesa, Guido Crosetto, delineou a posição estratégica de Roma sobre o apoio contínuo à Ucrânia, anunciando que um novo pacote de ajuda já está preparado e que será apresentado para discussão no Copasir na próxima semana. A audiência do ministro no comitê de segurança foi agendada para 10 de novembro.

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Com a calma de um estrategista que observa o tabuleiro antes de mover uma peça decisiva, Crosetto ressaltou que a Itália respeitará os compromissos assumidos com aliados europeus, com a Nato e com o grupo de apoio à Ucrânia. "Nosso empenho em alcançar a paz é facilitado pela capacidade da Ucrânia de resistir", afirmou. "Se a Rússia percebesse a incapacidade ucraniana de resistir, a intensidade da guerra aumentaria".

O ministro traçou um diagnóstico tenso do front: "A situação no terreno mudou profundamente: até há pouco tempo a Ucrânia conseguia deter 90% dos ataques; hoje detém apenas 10%". Crosetto atribui essa erosão à evolução exponencial das capacidades tecnológicas russas, o que exige uma recalibragem do suporte ocidental.

Este 13º pacote — explicou — confirma o compromisso já assumido pelo governo em plenário e se insere numa lógica contínua de apoio que deve caminhar em paralelo com a busca diplomática por uma solução justa e duradoura. "Procuramos uma paz que desejamos já para amanhã, mas que só se torna mais provável se a Ucrânia conservar a capacidade de resistir", acrescentou.

Sobre o mecanismo jurídico que permite o envio de material militar, Crosetto propõe a extensão do instrumento do decreto, mecanismo herdado da gestão anterior. Ele lembrou que tal via foi adotada originalmente no governo Draghi e aprovada por praticamente todo o arco parlamentar — de Fratelli d'Italia à Lega, de Forza Italia ao PD e ao Movimento 5 Stelle — e que inclui procedimentos de secretização que tornam possível atuação célere e discreta.

Na sua leitura, abandonar essa trilha seria um movimento de risco estratégico: "Se era justo então, torna-se difícil argumentar que é injusto agora". Para Crosetto, um eventual desengajamento italiano não faria cessar o fluxo de ajudas por parte de outros países, mas aumentaria as chances de avanço russo, recalibrando a tectônica de poder regional.

Num cenário onde as alianças e a dinâmica tecnológica redefinem o rumo do conflito, a posição italiana, conforme exposta pelo ministro, privilegia a continuidade do suporte militar combinado com esforços diplomáticos ininterruptos — uma abordagem que visa sustentar os alicerces frágeis da diplomacia enquanto se preserva a possibilidade de um acordo futuro.

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