Manovra: Confindustria alerta que payback sobre dispositivos médicos pesa €12,5 bilhões e ameaça o setor
Confindustria: payback sobre dispositivos médicos soma €12,5 bi (2019-2029); manovra de €1,4 bi é insuficiente e ameaça investimentos e empregos.
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Manovra: Confindustria alerta que payback sobre dispositivos médicos pesa €12,5 bilhões e ameaça o setor
ROMA, 03 novembro 2026 — Em uma assembleia que reuniu vozes do setor e da economia, o presidente da Confindustria dispositivi medici, Fabio Faltoni, lançou um alerta que soa como um trovão nas colinas do MedTech: o mecanismo de payback imposto às empresas do setor representa um encargo total de 12,5 bilhões de euros no período 2019–2029, uma conta que, nas palavras do dirigente, é simplesmente inaccettabile.
Durante o encontro público intitulado "Il MedTech per la salute e l'economia dell'Italia", Faltoni criticou a solução contida na manovra que prevê um aporte de 1,4 miliardi para compensar os excessos dos tetos de despesa regionais com dispositivos médicos. Esse valor, segundo ele, não deve ser lido como um alívio direto para as empresas, mas sim como um paliativo para as finanças das regiões — um remendo que cobre menos de um terço dos cerca de 4 bilhões de euros atribuídos ao payback apenas no quinquênio 2019–2023.
Faltoni sublinhou que o Governo, com a Lei de Bilancio, optou por manter intacto o mecanismo de payback, mas tornou exigíveis, em prazos encurtados, montantes que muitas empresas não conseguem mais suportar. "É um peso insormontável", disse ele, lembrando que esses fluxos inesperados colocam em risco investimentos, empregos e, por vezes, a própria sobrevivência das companhias que fornecem tecnologia para hospitais e clínicas.
Ao observar essa paisagem financeira, penso na respiração da cidade que, comprimida, dificulta a circulação das ideias e dos recursos. Quando um instrumento de política pública vira um fardo tão pesado, não é apenas o balanço das empresas que se contorce — é a rede de cuidados que atende pacientes, o pequeno artesanato tecnológico que planta raízes no tecido produtivo local.
A crítica é prática e também afetiva: manter o payback nas condições atuais significa desestimular inovação e investimentos no MedTech, num momento em que a saúde precisa de vigília e renovação. Faltoni promete checar as medidas previstas na manovra e afirma que "non resteremo in silenzio" — as empresas buscarão interlocução e, se preciso, medidas de pressão para rever o regime.
Para quem acompanha o ritmo das estações econômicas, essa notícia soa como o anúncio de um inverno para parte do ecossistema industrial: a colheita de investimento pode murchar se as raízes forem privadas de água. É um alerta para que o Estado e as regiões reaprendam a escutar o pulso do setor, garantindo que a política pública seja um terreno fértil e não uma pedra no caminho.
Em suma, a manovra oferece um remendo de 1,4 miliardi, mas a conta real do payback — 12,5 miliardi entre 2019 e 2029 — pede uma solução estrutural. Caso contrário, empresas de dispositivos médicos enfrentarão um contraste entre a urgência do cuidado e a aridez das finanças.

