Hospital de Pádua registra 200 transplantes de rim em 2026 e reafirma liderança internacional
Hospital de Pádua alcança 200 transplantes de rim em 2026; centro liderado por Lucrezia Furian mantém alta sobrevivência e histórico pioneiro.
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Hospital de Pádua registra 200 transplantes de rim em 2026 e reafirma liderança internacional
Na madrugada desta sexta-feira, o Hospital Universitário de Pádua atingiu a marca de 200 transplantes de rim realizados desde o início de 2026, consolidando-se como um verdadeiro centro de referência internacional em cirurgia de transplantes. É um número que soa como a colheita de uma estação inteira de dedicação: fruto de técnica, organização e cuidado humano.
O feito é da UOC de Cirurgia dos transplantes de rim e pâncreas, coordenada pela professora Lucrezia Furian. A unidade une experiência clínica, inovação cirúrgica e uma estrutura multidisciplinar altamente especializada — uma sintonia fina entre equipe médica, enfermagem e centros de apoio que faz a respiração do hospital mais tranquila diante de casos complexos.
Em 2025, o centro tinha realizado 224 transplantes de rim, mantendo-se no topo nacional. Além dos volumes, o indicador que aquece o coração de quem acompanha esses pacientes é a qualidade dos resultados: a sobrevivência a três anos após o transplante renal supera os 90%, um número que traduz mais do que técnica, mas a profundidade do cuidado que protege a vida após a intervenção.
A história do Centro de Transplantes de Rim e Pâncreas de Pádua é também narrativa de uma evolução contínua. As primeiras intervenções de rim tiveram início em 1988. Em 1991, foi realizado o primeiro transplante combinado de rim e pâncreas; em 1992, o primeiro transplante renal proveniente de doador vivo. Em 1999, introduziu-se o transplante duplo de rim e, em 2001, o centro adotou a nefrectomia do doador vivo por técnica laparoscópica — um avanço que diminuiu a invasividade e facilitou a doação, como uma poda cirúrgica que preserva o jardim da saúde.
Mais do que números, o marco dos 200 transplantes fala de vidas que voltam a florescer: pacientes que retomam rotinas, famílias que respiram com menos ansiedade e profissionais que seguem contribuindo para um ciclo de esperança. O trabalho em Pádua demonstra como a inovação e a empatia caminham lado a lado, como raízes que sustentam o bem-estar coletivo.
Enquanto o hospital continua a aprimorar protocolos e técnicas, a comunidade clínica observa com interesse as práticas que surgem deste centro. A combinação de elevado volume, resultados robustos e histórico de pioneirismo posiciona o serviço não apenas como um local de referência na Itália, mas também como um ponto de encontro para trocar saberes a nível europeu e internacional.
Na linguagem das estações, podemos dizer que o Centro de Transplantes de Pádua vive uma primavera constante: uma sequência de renovações que permite colher confiança e resultados. E, como sempre, é a atenção ao paciente — o cuidado cotidiano, o acompanhamento pós-operatório, a escuta que se estende além do bisturi — que faz florescer as melhores estatísticas.

