Schillaci reforça: definição atualizada do ato médico é essencial na era da IA

Schillaci defende definição atualizada do ato médico na era da IA: tecnologias apoiam, mas não substituem o julgamento clínico.

Schillaci reforça: definição atualizada do ato médico é essencial na era da IA

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Schillaci reforça: definição atualizada do ato médico é essencial na era da IA

ROMA, 10 de setembro de 2026, 17:34 — Redazione ANSA

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No encontro "Etica e atto medico. Riflessioni e proposte", realizado na Câmara dos Deputados e promovido pelo Ordine dei medici di Roma, o ministro da Saúde, Orazio Schillaci, sublinhou a urgência de uma revisão contemporânea da definição de ato médico frente às transformações trazidas pela inteligência artificial e pela digitalização.

Schillaci afirmou que a reflexão sobre ética e ato médico "diz respeito à própria identidade della professione medica" e ganha especial atualidade em um período marcado por mudanças científicas, tecnológicas, demográficas e organizacionais. Segundo o ministro, o documento apresentado busca justamente oferecer uma definição renovada: distinguir com clareza a prestação sanitária, cioè l'esecuzione concreta di una procedura, dalla deliberação clínica que a precede e orienta.

Na deliberação clínica, explicou Schillaci, encontram-se elementos centrais como a autonomia, a responsabilidade e a capacidade de julgamento — atributos que definem a essência da profissão médica. É nessa fase de decisão que se manifesta a singularidade do profissional, seu saber acumulado e a sensibilidade para interpretar cada caso, como quem lê os sinais de uma paisagem que muda com as estações.

O ministro ressaltou ainda que as tecnologias devem ser vistas como ferramentas que sustentam a atividade profissional, mas não a substituem. "Le tecnologie possono sostenere l'attività professionale, non sostituire il giudizio clinico", disse Schillaci, enfatizando a necessidade de manter o ser humano no centro dos processos decisórios.

Na prática, esse posicionamento do Ministério da Saúde traduz-se em investimentos planejados em inovação e digitalização, com a finalidade de aprimorar processos, reduzir erros e ampliar o acesso, sem esmorecer a autoridade do profissional. A intenção é cultivar uma relação virtuosa entre tecnologia e prática clínica — como uma colheita de hábitos que respeita as raízes do saber médico e ao mesmo tempo acolhe os frutos das novas ferramentas digitais.

Para além do discurso institucional, há uma dimensão ética e quase poética: preservar o julgamento clínico é proteger a relação de cuidado entre médico e paciente, essa respiração da cidade que compõe o cotidiano da saúde pública. Em tempos de algoritmos cada vez mais potentes, a mensagem de Schillaci é clara e sensível: a inovação deve amplificar a capacidade humana de decisão, não anular sua responsabilidade.

O documento apresentado no convegno propõe, portanto, elementos de definição e orientações para que a prática médica acompanhe as mudanças tecnológicas sem perder sua identidade. A iniciativa reflete a busca por equilíbrio entre progresso e humanidade, entre o impulso tecnológico e o tempo interno do corpo que cada profissional aprende a escutar.

Fonte: ANSA — Redazione

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