Tragédia em Pietralata reacende apelo por hospices pediátricos e redes domiciliares de cuidado paliativo

Tragédia em Pietralata renova apelo por hospices pediátricos e redes domiciliares; urgência para ampliar cuidado paliativo a crianças com doenças complexas.

Tragédia em Pietralata reacende apelo por hospices pediátricos e redes domiciliares de cuidado paliativo

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Tragédia em Pietralata reacende apelo por hospices pediátricos e redes domiciliares de cuidado paliativo

Por Alessandro Vittorio Romano — Roma. A dolorosa descoberta da morte de uma família no bairro de Pietralata, que incluiu a perda de uma criança com deficiência, voltou os olhos da sociedade e das instituições para uma necessidade que já vinha sendo sussurrada por muitas famílias: o reforço do cuidado paliativo pediátrico e a expansão das redes domiciliares de assistência.

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Em nome das centenas de famílias que convivem diariamente com doenças graves ou raras, o presidente da fundação La miglior vita possibile lançou um apelo direto ao governo, às Regiões e às empresas sanitárias: é urgente completar a criação dos hospices pediátricos previstos e consolidar serviços de atenção domiciliar por todo o território. Segundo ele, fazer-se presente ao lado dessas famílias não é uma concessão, mas um dever moral e um imperativo cívico.

“A frase ‘da soli non ce la facciamo’ — ‘sozinhos não conseguimos’ — é a sentença de um sistema que abandona as famílias”, disse o presidente, lembrando que a ausência de suporte transforma o cotidiano em um inverno prolongado, onde a respiração da casa e o tempo interno do corpo ficam sem cuidado.

Os números, trazidos pela fundação, ajudam a dar dimensão ao silêncio: estimam-se mais de 35.000 menores no país que necessitam de cuidado paliativo pediátrico, dos quais mais de 11.000 demandam intervenções especializadas e uma assistência integrada de elevada complexidade. Esses dados desenham um mapa onde muitas famílias caminham em terreno instável, sem trilhas claras e sem os pontos de apoio que poderiam aliviar a jornada.

Do ponto de vista humano, tratar da vida que sofre é cuidar das raízes do bem-estar: rede domiciliar reforçada significa permitir que a família respire, que a cidade exerça sua função de comunidade e que os profissionais da saúde possam agir com continuidade e proximidade. Investir em hospices pediátricos é também reconhecer que, por vezes, o melhor cuidado exige espaços especializados que acolham corpo e alma, além de oferecer suporte técnico e emocional aos cuidadores.

O apelo da fundação é claro: completar as estruturas previstas, implementar equipes multidisciplinares nas redes domiciliares, formar profissionais sensíveis às necessidades de crianças com doenças complexas e garantir financiamento estável. Só assim será possível transformar o lamento de famílias isoladas em uma colheita de hábitos que preservem a dignidade e a vida.

Enquanto esperamos respostas institucionais, fica o convite a olhar para essas histórias com a atenção de quem caminha por um bosque e observa os sinais de vida. O cuidado paliativo não é apenas um conjunto de serviços; é a promessa de que nenhuma família precise pronunciar, com desespero, que está sozinha.

Alessandro Vittorio Romano é a voz da Espresso Italia sobre saúde, clima e estilo de vida. Observador sensível das paisagens humanas, escreve sobre como o ambiente e as políticas moldam o bem-estar cotidiano.

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