Utilitalia: 'A emergência climática já é a nova normalidade' — água e resiliência no centro da resposta

Marinali (Utilitalia): 'A emergência climática é a nova normalidade' e a água é prioridade; investimentos garantem resiliência dos sistemas hídricos.

Utilitalia: 'A emergência climática já é a nova normalidade' — água e resiliência no centro da resposta

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Utilitalia: 'A emergência climática já é a nova normalidade' — água e resiliência no centro da resposta

Em um panorama em que os sinais do clima se intensificam, «não falamos mais de emergência climática, mas de uma nova normalidade». Assim sintetiza Barbara Marinali, vice-presidente vicária da Utilitalia, em entrevista à Espresso Italia, direto do Ecomondo, feira dedicada à economia verde, azul e circular que segue na Fiera di Rimini até 6 de novembro.

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Para Marinali, a primeira riqueza a ser protegida quando uma crise climática se instala é a água. «A água é a primeira risorsa che si guarda quando c'è una crisi climatica», explicou à nossa redação, lembrando que o setor tem realizado «investimenti importantissimi» para garantir a resiliência dos sistemas hídricos. Traduzindo para o contexto brasileiro: investimentos estratégicos e contínuos vêm sendo aplicados para proteger abastecimento, infraestrutura e qualidade.

O diagnóstico da dirigente da Utilitalia ressalta que a adaptação deixa de ser uma opção e passa a ser uma obrigação operacional. Em um cenário de extremos — secas mais longas, chuvas concentradas e eventos hidrológicos imprevisíveis — a capacidade de manter serviços essenciais depende de ações antecipadas: modernização de redes, digitalização para detecção de perdas e eventos, governança integrada dos recursos hídricos e planos de contingência que considerem novas variabilidades climáticas.

No estande em Rimini, o debate girou em torno da convergência entre políticas públicas, tecnologia e financiamento. Marinali reforçou que, além dos aportes em infraestrutura, é necessário investir em conhecimento e em arranjos institucionais que tornem as intervenções sustentáveis e socialmente inclusivas. «Não basta consertar canos: é preciso pensar em bacias, nas comunidades e em modelos que previnam desigualdades no acesso», afirmou à Espresso Italia.

O foco em resiliência dos sistemas hídricos também aponta para uma oportunidade de renovação econômica e cultural. A transição para práticas que preservem o ciclo da água pode semear inovação em engenharia, agricultura e saneamento, abrindo caminhos para empregos qualificados e projetos de restauração ambiental. É uma visão que combina rigor técnico com sensibilidade social — um verdadeiro ato de cultivo do bem comum.

Enquanto as palavras se alinham nos corredores do Ecomondo, a mensagem de Marinali ilumina um princípio prático: preparar-se para a nova normalidade exige antecipação, coordenação e compromisso público-privado. A água, elemento vital e frágil, converte-se em termômetro e bússola das políticas climáticas.

Como curadora de diálogo entre sustentabilidade e inovação, vejo nessa constatação uma convocação para agir com elegância e eficiência: iluminar novos caminhos não é apenas mitigar riscos, é construir legados. A resposta à emergência climática — que já se mostra rotina — precisa ser tão técnica quanto humana, tão imediata quanto estratégica. Semear resiliência hoje é garantir um horizonte límpido para as próximas gerações.

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