Lido de Veneza: o renascimento do luxo discreto no palco do Festival de Cinema

O Lido de Veneza renasce com luxo discreto: hotéis históricos renovados, o Excelsior reaberto e novas opções elegantes na ilha do Festival de Cinema.

Lido de Veneza: o renascimento do luxo discreto no palco do Festival de Cinema

RESUMO ✦

Sem tempo? A Lili IA resume para você

Gerando resumo com IA...

Lido de Veneza: o renascimento do luxo discreto no palco do Festival de Cinema

Ciao, viajante com olhos de connoisseur — aqui é Erica Santini, trazendo uma fatia perfumada do Lido de Veneza. A cada setembro, a ilha transforma-se: da calma de estâncias balneares e pinhais ao centro reluzente do Festival Internacional de Cinema. É quando a luz dourada do Adriático encontra o brilho das estrelas e o luxo discreto volta a sussurrar histórias entre arcos e cúpulas.

Guia Italia + — O conteúdo continua após a publicidade.

Continuação do Conteúdo ↘

Nos últimos anos, senti — como quem descobre um bom vinho — uma nova onda de sofisticação pousando naquela faixa de terra que fica a poucos minutos de vaporetto do centro histórico. O ícone desse renascimento é, sem dúvida, o Hotel Excelsior Venice Lido. Inaugurado em 1908 e famoso por ter acolhido a primeira edição do festival na sua esplanada em 1932, o Excelsior reabriu em maio com interiores restaurados que respiram Belle Époque e memórias de cinema.

No coração do hotel, a Palm Court ressurgiu como um salotto onde a vegetação e o mobiliário recuperado convidam ao Dolce Far Niente. Fotografias de arquivo — reis, realizadores, lendas de Hollywood — agora pontuam as paredes, tecendo um fio histórico entre Greta Garbo, Audrey Hepburn e Elizabeth Taylor até nomes contemporâneos como George Clooney e Nicole Kidman. Mais da metade das 198 unidades recebeu renovação, com paletas mediterrâneas suaves e toques de vidro de Murano, enquanto um novo restaurante em terraço, um bar de piscina e o clube de praia Amù Venice — com 299 cabanas — entregam o espírito da Riviera em plena lagoa.

Mas o Lido não é apenas grande hotel; é um mosaico de experiências. No ano passado, outro endereço histórico foi repensado: o Meliá Venezia Lido abriu como resort quatro estrelas superior, oferecendo uma alternativa mais acessível sem perder o charme dos anos 1920. Seus espaços comuns são banhados pela luz límpida do Adriático e muitos dos seus 60 quartos oferecem vistas que se estendem até o coração de Veneza. O restaurante AcquaRiva mistura Art Déco com fusões mediterrâneas e venezianas — um convite para saborear a história em cada garfada.

Enquanto andamos pela promenade, percebo pequenos sinais: fachadas restauradas, novos pontos gastronômicos, cabines de praia reinventadas e um cuidado quase artesanal com o tempo e a memória — como se a ilha respirasse novamente com confiança. É um luxo que não grita; é um luxo que sussurra. Andiamo, vamos perceber o prazer de redescobrir cada detalhe: a textura do tempo nas paredes, o perfume salgado do mar misturado ao aroma do café servido ao amanhecer, o som das vozes em idiomas diversos compondo a trilha sonora do Lido.

Para quem ama cinema e boa hospitalidade, o Lido de Veneza hoje oferece tanto o esplendor histórico quanto a elegância contemporânea. Seja hospedando-se em grandes palácios reformados ou escolhendo um refúgio mais íntimo, a ilha mantém seu papel de palco mundial durante 11 dias de festival e, ao mesmo tempo, recupera a delicadeza de ser um destino apreciado pelos venezianos e agora redescoberto por viajantes exigentes.

Se procura um lugar onde o glamour encontra a autenticidade — onde cada detalhe é um convite a uma pequena viagem sensorial —, permita-se sonhar com o Lido: respire, saboreie, deixe-se conduzir pelas histórias que essas areias guardam. E quando for, traga tempo para perder-se entre esplanadas, cafés e memórias — porque Veneza, e em particular o Lido, sabe conversar com quem tem paciência e amor pelo belo. Arrivederci... e até a próxima descoberta.

Guia Italia + — O conteúdo continua após a publicidade.

Continuação do Conteúdo ↘