Garlasco: Procuradoria pede indiciamento de Andrea Sempio por morte de Chiara Poggi; defesa nega 'buono postale' de €85 mil
Procura de Pavia pede indiciamento de Andrea Sempio por morte de Chiara Poggi; defesa nega boato de buono postale de €85.000 e anuncia medidas legais.
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Garlasco: Procuradoria pede indiciamento de Andrea Sempio por morte de Chiara Poggi; defesa nega 'buono postale' de €85 mil
Por Giulliano Martini — Apuração in loco e cruzamento de fontes indicam novo capítulo no caso Garlasco. A Procura de Pavia requereu o rinvio a giudizio para Andrea Sempio, apontado como autor do homicídio de Chiara Poggi. A solicitação formal do Ministério Público reacende o processo penal e empurra o caso para a fase de instrução judicial.
Em entrevista ao programa Quarto Grado, Sempio afirmou: 'Não é uma notícia que nos cai do céu. Esperamos ir ao tribunal o mais rápido possível para resolver tudo'. Sobre o impacto pessoal, resumiu: 'Medo, não; tensão, sim — porque o momento é este'. A declaração foi recolhida após a divulgação do pedido de indiciamento pela Procura de Pavia.
Segundo a acusação, a dinâmica do crime teria relação com uma recusa de teor sexual por parte da vítima, hipótese que a investigação federal considera similar a passagens mencionadas em solilóquios e em certos vídeos apresentados durante as apurações. Questionado sobre eventual ligação entre essas recusas e os conteúdos audiovisuais, Sempio respondeu que não vê conexão e acrescentou que 'o que foi divulgado ultimamente nem sequer foi citado no relatório final da Procuradoria'.
A defesa reiterou o pedido de celeridade processual. 'Speriamo di andare in aula il prima possibile per risolvere tutto' — disse Sempio, na versão traduzida, defendendo a perspectiva de que o debate probatório em juízo permitirá esclarecer os fatos brutos e pôr fim à controvérsia.
Paralelamente, os advogados de Andrea Sempio, Angela Taccia e Liborio Cataliotti, emitiram uma nota pública em que desmentem 'categoricamente' a existência de um buono postale no valor de €85.000 atribuído a Sempio e a seus genitores, informação previamente publicada por alguns veículos. A defesa classificou a matéria como 'uma gravíssima fake news', criticando a divulgação sem verificação adequada da fonte e advertindo para os efeitos prejudiciais já produzidos.
A nota pede que o advogado Stefano Rossi e a Associazione Italia de Roma esclareçam publicamente qualquer eventual envolvimento. A defesa também solicita que os meios de comunicação que repercutiram a notícia deem 'adequado e tempestivo destaque' à retratação e se abstenham de novas publicações não verificadas. Por fim, Sempio e seus defensores informam que se reservam o direito de adotar todas as iniciativas legais cabíveis contra os responsáveis pela difusão da informação.
O caso segue com os atos formais da Procuradoria: a requisição do rinvio a giudizio é um passo que formaliza a acusação e leva o processo à instrução em tribunal. As próximas etapas dependem agora do juízo competente em Pavia, que avaliará a matéria probatória e decidirá sobre a abertura de processo oral.
Este é um raio-x do cotidiano processual de Garlasco: fatos brutos verificados, fontes citadas e decisões judiciais que poderão, finalmente, levar o caso a debate público em audiência. A Espresso Italia segue em acompanhamento contínuo, com apuração rigorosa e cruzamento de documentos oficiais.

