Roche diz que seu impacto no PIB italiano é de €718 milhões e pede fim do payback para acelerar acesso a medicamentos
Roche afirma impacto de €718 milhões no PIB da Itália e pede fim do payback para acelerar ensaios clínicos e acesso a terapias.
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Roche diz que seu impacto no PIB italiano é de €718 milhões e pede fim do payback para acelerar acesso a medicamentos
Em Roma, durante o debate "L’impatto di Roche e il valore del Biotech: il settore come motore di sviluppo e crescita per l’Italia", Amy VanBuskirk, General Manager de Roche Pharma na Itália, apresentou dados que posicionam a companhia como um ator relevante para a economia do país. A empresa anunciou um investimento cujo efeito direto se traduz em 718 milhões de euros ao PIB italiano.
Na exposição, VanBuskirk enfatizou o efeito multiplicador econômico: «cada euro gerado pela Roche produz 2,8 euros para o sistema econômico como um todo». Do ponto de vista ocupacional, a executiva destacou que existe um multiplicador de 3,2: «para cada colaborador contratado pela Roche são gerados 3,2 empregos na economia italiana em sentido amplo».
Com a clareza que marca a apresentação de resultados quantitativos, a dirigente defendeu que a saúde pública não deva ser vista exclusivamente como um custo, mas como um «motor» para o desenvolvimento econômico. Entre as medidas concretas que a companhia considera necessárias, VanBuskirk listou o superamento do mecanismo de payback, uma maior coerência normativa e uma aceleração no recrutamento para os ensaios clínicos, fatores que, segundo a executiva, facilitariam investimentos e garantiriam aos pacientes italiano acesso mais rápido às terapias.
Os números apresentados fazem parte da segunda edição do "Studio di Impatto di Roche in Italia", elaborado com suporte metodológico da PwC Italia. A pesquisa foi divulgada no evento como instrumento de análise dos efeitos econômicos e sociais da atividade da empresa no território italiano.
Durante o mesmo encontro, a Roche recebeu dois reconhecimentos institucionais: o Bollino Cnel — por práticas participativas no envolvimento dos trabalhadores — e o prêmio Parità di Genere 2026, outorgado pela Assolombarda. Os prêmios foram justificados por indicadores internos: mais de 54% da força de trabalho da empresa é composta por mulheres, ausência de gender pay gap certificada pela norma Uni/PdR 125, e aproximadamente 30% dos colaboradores têm menos de 40 anos.
Ao realizar o relato dos fatos brutos e do impacto econômico, a apresentação em Roma combinou discurso institucional e dados meticulosamente quantificados. A mensagem central, reiterada por VanBuskirk, é uma chamada a reformas estruturais: abandonar instrumentos que, na visão da empresa, restringem investimentos — como o payback — e promover um enquadramento regulatório que acelere a condução dos ensaios clínicos no país.
Apuração in loco e cruzamento de fontes foram citados como base da segunda edição do estudo, que pretende oferecer aos formuladores de políticas públicas um raio-x do papel do setor farmacêutico como vetor de crescimento. A abordagem da Roche é técnica e orientada por indicadores — fluxo de investimento, multiplicadores econômico e ocupacional, e índices de diversidade interna — e visa traduzir esses elementos em propostas concretas para reduzir tempos de acesso a tratamentos e ampliar o retorno social dos investimentos em saúde.
Do ponto de vista jornalístico, os dados apresentados pela companhia constituem uma peça de evidência para o debate sobre o modelo de financiamento e regulação do sistema de saúde italiano, tema que permanece central nas agendas de políticas públicas e de indústria.

