Mancini convoca 31 para França e Bélgica: de Liberali e Cissé a Lontani, a aposta nos jovens da Nazionale

Mancini convoca 31 jogadores para França e Bélgica; quatro jovens estreiam. Objetivo: garantir permanência na Liga A e buscar vaga nos quartas da Nations League.

Mancini convoca 31 para França e Bélgica: de Liberali e Cissé a Lontani, a aposta nos jovens da Nazionale

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Mancini convoca 31 para França e Bélgica: de Liberali e Cissé a Lontani, a aposta nos jovens da Nazionale

Roberto Mancini divulgou a lista dos 31 jogadores chamados para os próximos compromissos da Nazionale na Nations League. A seleção italiana volta a se reunir no domingo à noite em Coverciano para preparar os duelos decisivos contra França e Bélgica, agendados para quinta-feira, 12 de novembro, no estádio Giuseppe Meazza, em Milão, e domingo, 15 de novembro, no estádio Rei Balduíno, em Bruxelas.

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Os resultados recentes — duas vitórias na longa janela de setembro/outubro frente à Turquia e um empate de virada em Saint-Denis com a França — colocaram a Itália em segundo no Grupo 1 da Liga A, com sete pontos, três a menos que os anfitriões França e um a mais que o Bélgica. Com ao menos o terceiro lugar já assegurado (o que garante condição de cabeça de chave no sorteio das eliminatórias europeias em 6 de dezembro, em Belfast), o objetivo declarado do técnico é garantir pontos para confirmar a permanência na Liga A e, ambição legítima, terminar entre os dois primeiros para avançar aos quartas de final.

Ao contrário da convocatória anterior — quando o Ct trabalhou com um elenco alargado de 34 nomes ao longo de apenas onze dias — desta vez a lista foi reduzida a 31 jogadores. Entre as novidades mais significativas estão quatro jovens recebendo a primeira chamada à Nazionale principal: o meia nascido em 2009 do Como Riccardo Cassano, o volante de 2008 do Parma Simone Lontani, o atacante de 2006 do Milan Alphadjo Cissé e o atacante de 2007 do Como Mattia Liberali.

A opção por Cassano e Lontani tem caráter observacional e formativo: Mancini quer vê-los de perto, oferecer experiência e, sobretudo, integrar o processo de transição entre as categorias de base e a equipe principal. Ambos não permanecerão no grupo durante todo o período do raduno: nos próximos dias eles se juntarão às seleções Sub-18 e Sub-19, chamadas respectivamente para o Mundial Sub-18 que começa em 19 de novembro no Catar e para a segunda fase das qualificações do Campeonato Europeu Sub-19, previstas entre 11 e 17 de novembro nas Marche.

A lista convocada mantém equilíbrio entre juventude e experiência. Entre os goleiros estão Marco Carnesecchi (Atalanta), Gianluigi Donnarumma (Manchester City) e Guglielmo Vicario (Juventus). A defesa reúne nomes como Honest Ahanor (Crystal Palace), Alessandro Bastoni (Inter), Riccardo Calafiori (Arsenal), Federico Dimarco (Inter), Daniele Ghilardi (Roma), Michael Kayode (Brentford), Gianluca Mancini (Roma), Marco Palestra (Chelsea) e Giorgio Scalvini (Atalanta). No meio-campo figuram Nicolò Barella (Inter), Issa Doumbia (Sporting CP), Nicolò Fagioli (Fiorentina), Davide Frattesi (Lazio), Niccolò Pisilli (Roma), Samuele Ricci (Como), Alessandro Romano (Cagliari) e Sandro Tonali (Tottenham), além dos jovens Cassano e Lontani. No setor ofensivo, entre os convocados estão Nicolò Cambiaghi (Bologna), Alphadjo Cissé (Milan) e Francesco Pio Esposito (Inter), entre outros nomes que compõem o ataque.

Do ponto de vista esportivo e cultural, a chamada confirma a continuidade de uma estratégia que Mancini vem testando: mesclar pilares consagrados com peças emergentes, criando uma espinha dorsal que possa durar além do ciclo imediato. Em termos mais amplos, é também um reflexo do estado das categorias de base italianas — fruto de investimentos e, por vezes, de migrações de talentos para clubes estrangeiros — e de uma leitura pragmática das prioridades da Federação: manter a Itália competitiva nas competições por seleções sem perder o controle do processo de renovação.

Os torcedores responderam à convocação com grande interesse: foram emitidos 57.000 ingressos para a partida de Milão, dos quais ainda restam à venda cerca de 3.000 bilhetes. A chamada de jogadores com perfis distintos — de promessas a veteranos — promete um confronto onde o sentido coletivo da equipe será testado tanto contra a audácia técnica da França quanto contra a potência ofensiva do Bélgica. A Nazionale chega a estes jogos buscando não apenas pontos, mas direção e identidade para o ciclo adiante.

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