Trump anuncia progressos com Rússia e Ucrânia; Zelensky alerta para novo ataque e critica proposta de segurança

Trump diz haver progressos com Rússia e Ucrânia; Zelensky alerta sobre novo ataque e critica proposta de segurança que não prioriza o fim da guerra.

Trump anuncia progressos com Rússia e Ucrânia; Zelensky alerta para novo ataque e critica proposta de segurança

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Trump anuncia progressos com Rússia e Ucrânia; Zelensky alerta para novo ataque e critica proposta de segurança

“Estamos fazendo muitos progressos com a Rússia e a Ucrânia.” Assim declarou o presidente Trump, referindo-se a telefonemas realizados hoje e a reuniões já agendadas para segunda e terça-feira sobre o dossier ucraniano. A afirmação surge em um momento de intensificação das tensões e com movimentos diplomáticos que desenham um novo capítulo na tectônica de poder europeia.

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Na mesma noite, uma série de mísseis balísticos russos atingiu Quieve (Kiev), apenas duas horas após o presidente Volodymyr Zelensky alertar que a Rússia se preparava para um novo ataque em larga escala contra infraestruturas ucranianas, segundo relato do The Kyiv Independent. O governador do oblast de Kiev, Tymur Tkachenko, informou que um ataque por drone russo no distrito de Boryspil provocou um incêndio em um prédio residencial, com ao menos uma pessoa ferida.

Em entrevista à CNN, Zelensky advertiu sobre um projeto norte-americano para instituir um novo quadro de segurança entre a Europa e a Rússia, classificando-o como potencialmente “perigoso”. O presidente ucraniano defende que as negociações deveriam priorizar, acima de tudo, o encerramento das hostilidades: “Não vimos ainda nenhum sinal que demonstre a disposição dos russos em agir”. Para ele, há o risco de se construir primeiro uma nova arquitetura de segurança europeia enquanto a guerra prossegue.

“Não queremos uma nova Yalta, não queremos ser divididos pela Rússia”, declarou Zelensky, ecoando uma preocupação histórica sobre acordos que redesenham fronteiras ou esferas de influência sem solucionar a violência real sobre o terreno. Ontem, Trump recebeu na Casa Branca o enviado russo Kirill Dmitriev e, ao término do encontro, falou em um “grande acordo” que poderia abranger “toda a Europa”.

Os serviços de inteligência ucranianos alertaram que Moscou prepara ataques direcionados ao setor energético, às pontes sobre o rio Dnieper e às infraestruturas civis. Zelensky enfatizou a necessidade de defesa aérea robusta: “A aeronáutica e as forças armadas ucranianas estão se preparando para defender. Precisamos de interceptadores para os Patriot; cada acordo é importante, cada dia de entrega é crucial”. O apelo por rapidez nas entregas de sistemas de defesa é um elemento prático — e determinante — no xadrez militar.

Do Vaticano, citado pelo Vatican News, o Papa Leone XIV comentou sobre a trégua em Oleshky: “Graças a Deus pelo que se conseguiu, mas há muito trabalho para alcançar a paz”. A referência papal sublinha a dimensão humana e moral que acompanha o debate estratégico.

Por fim, o presidente russo Vladimir Putin informou ao Conselho de Segurança da Federação que os coloquios trilaterais entre Rússia, Estados Unidos e Ucrânia devem começar na próxima semana, na terça-feira, nos Emirados Árabes Unidos, agradecendo à liderança dos Emirados pela iniciativa. Trata-se de um movimento diplomático que, se bem-sucedido, pode redesenhar fronteiras invisíveis de influência na Europa — ou, se mal conduzido, consolidar posições que atrasem a cessação das hostilidades.

Na medida em que as peças se movem no tabuleiro internacional, permanece a pergunta central: os atores priorizarão um cessar-fogo sustentável ou transformarão a crise em uma nova arquitetura de poder que legitime perdas e reconfigure garantias de segurança em detrimento da imediata proteção de civis e infraestruturas? A resposta a essa questão definirá não apenas o curso da guerra, mas os alicerces futuros da estabilidade europeia.

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