Schlein afirma que o PD enfrenta uma "disputa histórica" e afirma: venceremos as próximas eleições

Schlein encerra Festa dell'Unità em Bologna e afirma: PD unido vai derrotar a direita; critica teto para alunos estrangeiros proposto por Meloni.

Schlein afirma que o PD enfrenta uma "disputa histórica" e afirma: venceremos as próximas eleições

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Schlein afirma que o PD enfrenta uma "disputa histórica" e afirma: venceremos as próximas eleições

Elly Schlein encerrou a Festa dell'Unità em Bologna com uma mensagem de confiança e desafio: segundo a secretária do PD, diante do partido está uma "disputa histórica" e, depois de 20 anos, é possível conquistar a vitória nas urnas. Schlein evocou a virada de um ciclo e convocou o partido a manter a unidade para apresentar à sociedade uma alternativa às forças de direita.

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Na sua intervenção, Schlein lembrou a derrota de 2022 e as previsões de dissolução que se seguiram: "Depois da derrota de 22 nos davam como mortos, diziam que teríamos divisões... mas hoje estamos mais unidos e mais fortes." A líder sublinhou que, apesar das apostas contrárias e das expectativas de que ela não duraria, participou pela quarta vez do encerramento da festa do partido, reforçando o compromisso com a reconstrução democrática: "Não faremos mais o favor às direitas de nos dividir; unidos discutiremos, também sobre diferenças, e encontraremos acordos, porque todos sentimos a responsabilidade de derrotar essas direitas."

Schlein afirmou com firmeza a ambição eleitora do PD: "Estamos confiantes de que iremos derrotar essas direitas e construir a alternativa. Tenho certeza de que vamos vencer as próximas eleições e mudar este país." A declaração foi apresentada não como uma promessa vazia, mas como parte de uma "construção de direitos" e de uma estratégia coletiva em que as vozes internas convergem para alicerçar uma proposta clara para a sociedade.

Além da mensagem interna ao partido, a secretária direcionou críticas concretas ao governo de Giorgia Meloni, em particular ao anúncio recente de uma norma que pretende impor um teto ao número de estudantes estrangeiros por turma. Schlein classificou a medida como inaceitável e desconectada da realidade das escolas: "Acho incrível a ideia de expulsar crianças estrangeiras das salas de aula. Até os diretores escolares deixaram claro que o que Meloni propõe é irrealizável, pois nunca investiram na infraestrutura escolar."

A crítica teve tom prático e cidadão: "E onde querem colocar as crianças em excesso? E como vão escolhê-las, pela cor da pele?" Schlein reiterou que, para o PD, não existem "crianças estrangeiras" como categoria de exclusão, mas sim crianças e adolescentes com pleno direito à educação.

Como correspondente que observa a arquitetura das decisões públicas, é preciso destacar o peso simbólico e material dessa proposta governamental: prometer limites sem derrubar as barreiras estruturais — como a falta de salas e investimentos — é construir sobre alicerces frágeis. Schlein convocou o partido e a sociedade a manterem a ponte entre política e cidadania intacta, lembrando que a defesa de direitos fundamentais é também uma questão de planejamento e vontade política.

O encerramento da Festa dell'Unità em Bologna serviu, portanto, não só para reafirmar a coesão interna do PD, mas também para posicionar o partido na defesa dos direitos das novas gerações e para marcar o contraste com as propostas do governo atual. A mensagem foi clara: a disputa é histórica e o PD quer ser a força que reconstrói um projeto comum para o país.

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