Cibersegurança em empresas hospitalares é prioridade para proteger pacientes, diz FIASO

Cibersegurança é prioridade nas empresas hospitalares para proteger pacientes e assegurar a continuidade da assistência, alerta presidente da FIASO.

Cibersegurança em empresas hospitalares é prioridade para proteger pacientes, diz FIASO

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Cibersegurança em empresas hospitalares é prioridade para proteger pacientes, diz FIASO

Em uma saúde cada vez mais conectada, onde equipamentos, sistemas informativos e serviços conversam pela mesma rede, a cibersegurança emerge como prioridade absoluta para proteger quem mais importa: os pacientes. É a reflexão que traz Giuseppe Quintavalle, presidente da Federação Italiana das Empresas de Saúde e Hospitais (Fiaso), ao comentar o recente ataque que atingiu frigoríficos de emoderivados na França.

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“Em uma sanidade moderna — observa Quintavalle — os equipamentos destinados à conservação do sangue e dos componentes sanguíneos dispõem de sistemas de monitoramento e alarmes capazes de detectar rapidamente anomalias e ativar medidas de proteção e intervenções necessárias para salvaguardar as reservas.” É um retrato de como a tecnologia deixou de ser mero suporte e passou a integrar a própria segurança das terapias, como o compasso que orienta a respiração da cidade hospitalar.

O ataque ao sistema transfusional francês, sublinha o presidente da Fiaso, revela a urgência de proteger infraestruturas sensíveis e garantir a continuidade da assistência mesmo em situações críticas. “É fundamental manter o máximo nível de atenção em todas as empresas de saúde, verificando constantemente a eficácia dos sistemas de proteção”, afirma Quintavalle.

Essas palavras soam como um chamado à colheita de hábitos que protegem o tempo interno do corpo coletivo: atualizações regulares, testes de resilência, segmentação de redes e planos de contingência prontos para serem acionados. Em hospitais, onde um aparelho e um frasco podem fazer a diferença entre alívio e risco, a integração entre proteção digital e protocolos clínicos é uma necessidade prática e ética.

Não se trata apenas de blindar servidores ou instalar firewalls. Trata-se de entender que a segurança digital é parte do ciclo de cuidado — das estações do ano que marcam o calendário hospitalar até as pequenas rotinas que sustentam a confiança nos serviços. Em linguagem sensorial, é como manter as raízes do bem-estar firmes mesmo quando sopram ventos imprevisíveis.

Quintavalle aponta que os sistemas de armazenamento de sangue já contam com dispositivos de alerta que permitem intervenções rápidas: sensores, registros de temperatura e procedimentos operacionais capazes de minimizar perdas. Mas, diante de ameaças cibernéticas sofisticadas, essas defesas precisam ser reforçadas e testadas com regularidade.

Para as empresas hospitalares, portanto, a cibersegurança não é um custo opcional, e sim parte integrante da missão de cuidar. Garantir que os equipamentos sejam à prova de intrusões, que os dados dos pacientes estejam protegidos e que as rotinas de emergência sejam eficazes é investir na continuidade da assistência e na tranquilidade das comunidades atendidas.

Como observador atento das interações entre ambiente e bem-estar, concluo que proteger a rede que sustenta a saúde é cultivar uma paisagem onde cada estação permite um novo despertar: mais segura, mais resiliente e mais humana.

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