Direitos dos Rom avançam na UE, mas persistem desafios — redução significativa de acampamentos na Itália

Comissão Europeia aponta avanços nos direitos dos Rom na UE; Itália registra queda significativa em acampamentos segregados, mas desafios persistem.

Direitos dos Rom avançam na UE, mas persistem desafios — redução significativa de acampamentos na Itália

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Direitos dos Rom avançam na UE, mas persistem desafios — redução significativa de acampamentos na Itália

Bruxelas — A Comissão Europeia divulgou hoje, 3 de novembro de 2026, a terceira avaliação sobre a implementação do Quadro Estratégico da União Europeia para os Rom, um instrumento coordenador destinado a promover a inclusão social, económica e cultural das comunidades Rom e Sinti. O relatório cobre o período de junho de 2023 a março de 2025 e descreve avanços concretos, ao mesmo tempo em que assinala lacunas que exigem ação continuada.

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No plano económico e laboral, o documento registra progressos: a proporção de Rom empregados com salário aumentou de 43% para 54% e a taxa de jovens que trabalham, estudam ou recebem formação subiu de 38% para 53%. A Comissão prevê que a maioria das metas relacionadas com o emprego pode ser alcançada até 2030, graças a resultados particularmente relevantes registados em Bulgária, Hungria, Itália e Espanha.

Em matéria de condições materiais, o relatório sublinha uma redução substancial da privação material grave entre os Rom, de 62% em 2016 para 37% em 2024. A privação habitacional também diminuiu — passando de 61% para 47% — e metade dos Estados‑Membros relatou medidas para melhorar o acesso a habitações adequadas e não segregadas, combinando intervenções direcionadas com sistemas universais complementados por salvaguardas específicas.

Um ponto relevante destacado por Berlaymont é o crescente reconhecimento político do fenômeno do antiziganismo — o preconceito e o ódio dirigidos contra Rom, Sinti e outros grupos. No plano das competências, notas de destaque apontam que Espanha e Itália têm reforçado a ênfase na inclusão digital e nas competências orientadas para o futuro, visando integrar as comunidades Rom nos setores de serviços e digital.

No entanto, a tectônica dos avanços permanece desigual. Apenas cerca de um terço dos jovens Rom conclui o ensino secundário superior e 31% continuam a ser vítimas de discriminação étnica. A Comissão Europeia alerta que pobreza, marginalização e barreiras estruturais ainda impedem uma igualdade plena.

Em termos específicos sobre a Itália, o relatório registra um “declínio significativo” do número de pessoas que vivem em acampamentos segregados — um movimento de relevo no tabuleiro da política habitacional. Esse progresso, no entanto, não encerra a partida: são necessários passos adicionais de integração, políticas de habitação inclusiva e ações anti‑discriminatórias que consolidem os ganhos num quadro de longo prazo.

Do ponto de vista estratégico, trata‑se de um redirecionamento dos alicerces da diplomacia interna europeia: os avanços demonstram que políticas coordenadas e investimento em capital humano produzem efeitos mensuráveis, mas a consolidação exige continuidade, financiamento estável e monitorização independente. Como em uma partida de xadrez, alguns movimentos foram decisivos; outros ainda precisam ser jogados para evitar retrocessos e assegurar que a mudança se transforme em estrutura permanente.

Em síntese, o relatório da Comissão Europeia aponta progressos tangíveis em emprego, educação inicial e habitação para Rom e Sinti, com sinais promissores na Itália. Persistem, contudo, desafios significativos: desigualdades educativas, discriminação persistente e a necessidade de políticas que traduzam avanços temporários em uma arquitetura estável de inclusão.

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