Inglaterra pode autorizar taxa turística por noite: o que muda para visitantes e cidades

Governo permite a conselhos na Inglaterra cobrar taxa turística por noite, prevista abaixo de 5%; veja impactos para visitantes e hotelaria.

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Inglaterra pode autorizar taxa turística por noite: o que muda para visitantes e cidades

Ciao, viajante — sou Erica Santini, a alma que ama pegar leve entre a rotina e o Dolce Far Niente das viagens. Hoje trago um tema que mexe com o ritmo suave das férias e com a conta final do seu quarto: o governo britânico anunciou que vai permitir que os autarcas cobrem uma taxa turística por cada noite de estadia na Inglaterra.

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A notícia, que cheira a mudança na paisagem urbana e aos cafés movimentados da cidade, traz uma novidade prática: a taxa não terá um teto fixo definido a nível nacional, mas o governo indica que deverá ficar abaixo de 5% do custo do alojamento. A medida permitirá que cada conselho local decida se aplica ou não o tributo e em que percentagem.

O regime vai alcançar todos os tipos de hospedagem — hotéis, B&B, pensões, alojamentos de férias e apartamentos de curta duração — e incidirá sobre todos os visitantes, sem distinção de nacionalidade ou motivo da viagem. Alguns presidentes de câmara, inclusive em Londres, já prometeram respeitar o limite recomendado de 5%. Outros municípios, como a estância balnear de Skegness e a cidade de Hartlepool, manifestaram oposição.

Espera-se que as taxas comecem a ser aplicadas antes do final de 2029, dando tempo para que conselhos locais desenhem regras, períodos de isenção e exceções. Mas antes mesmo de a caneta secar, o setor hoteleiro em Inglaterra se mostrou inquieto.

A associação UKHospitality calculou que uma taxa de 5% poderia resultar em 11,9 milhões de dormidas a menos e numa perda de cerca de £1,8 mil milhões (aprox. €2,1 mil milhões) na despesa turística em 2030, bem como na eliminação de quase 33.000 postos de trabalho. O alerta é claro: há o risco de que viajantes prefiram destinos rivais que não cobrem a taxa, pressionando ainda mais um setor que já convive com aumentos de custos e desafios de recrutamento.

O Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC) também soou o alarme, dizendo que a medida pode tornar o Reino Unido menos competitivo como destino global. Um estudo citado pelo grupo sugeriu que 29% dos turistas de mercados-chave — Estados Unidos, França e Alemanha — considerariam mudar de destino ou cancelar a viagem caso uma taxa de €10 fosse cobrada. Entre residentes do Reino Unido, 39% disseram que poderiam optar por férias fora do país ou abrir mão de uma viagem se houvesse uma taxa de £10.

Já há experiências no Reino Unido: em julho, Edimburgo introduziu uma taxa de 5% sobre todas as dormidas pagas, cobrada por até cinco noites consecutivas, com o mesmo valor durante todo o ano. Na Inglaterra, Manchester foi pioneira em 2023 ao aplicar uma taxa de £1 por quarto por noite em hotéis e apartamentos de curta duração no centro, para estabelecimentos com valor anual de renda superior a £75.000.

Para o visitante, a notícia pede planos mais atentos: pensar no custo total da viagem, comparar destinos e ler as políticas locais antes de reservar. Para as cidades, trata-se de encontrar o equilíbrio entre financiar serviços turísticos e preservar a atração de turistas. Eu, que adoro sentir a luz dourada de Roma e o perfume dos vinhedos, volto a lembrar: viajar é saborear a história — e agora, também, ponderar a conta no fim do dia. Andiamo, com olhos e bolso abertos.

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