Saverio Ungheri: '100 anos de futuro' no Mattatoio de Roma — uma viagem sensorial pela obra do mestre do Astralismo
Exposição 'Saverio Ungheri. 100 anni di futuro' no Mattatoio di Roma: 65 obras, Astralismo e Arte Bionika, de 11/09 a 11/10. Uma viagem sensorial pela obra do artista.
RESUMO ✦
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Saverio Ungheri: '100 anos de futuro' no Mattatoio de Roma — uma viagem sensorial pela obra do mestre do Astralismo
Ciao, viajante da alma e das artes — convido você a saborear a história de um artista que estampou sonhos nas paredes de Roma. De 11 de setembro a 11 de outubro, o Mattatoio di Roma acolhe a exposição "Saverio Ungheri. 100 anni di futuro", uma celebração do centenário de nascimento de Saverio Ungheri (1926-2013), uma das vozes fundadoras do Astralismo.
Curada por Andrea Romoli Barberini e promovida pela assessoria de cultura de Roma Capitale, pela Azienda Speciale Palaexpo e pela Fondazione Mattatoio di Roma - Città delle Arti, a mostra nasceu de uma ideia de Ivana Della Portella, vice-presidente com delega ao Mattatoio. Em oito seções organizadas em ordem cronológica, o visitante é convidado a navegar pelas fases criativas de Ungheri: dos primeiros estudos aos desenvolvimentos que desembocaram na sua conhecida Arte Bionika.
Ao todo, são apresentadas sessenta e cinco obras entre pinturas e esculturas que mapeiam uma trajetória de pesquisa constante. Entre as peças, figuram também projetos por comissão de arte sacra e registros do papel de Ungheri como animador cultural — uma atuação viva desde os anos 1960 na capital italiana, quando a cidade fervilhava de debates e experimentações artísticas.
Nascido em Rizziconi, na província de Reggio Calabria, Ungheri mudou-se para Roma ao fim de 1947, imergindo no efervescente contexto cultural da época. Foi ali que frequentou o curso de cenografia de Sante Monachesi na Accademia di Belle Arti, um encontro que alimentou sua busca por novas linguagens plásticas e por um diálogo entre tecnologia e natureza — a base do seu Astralismo e da subsequente pesquisa biónica.
Andiamo: entrar nesta exposição é como atravessar um percurso sensorial — você sente a textura do tempo nas superfícies, quase percebe o perfume metálico das ideias que emergem das esculturas, e a luz das telas parece traduzir memórias de cidades, estrelas e máquinas. Há, em cada sala, um ritmo que alterna silêncio e surpresa, convidando o observador a uma experiência íntima e coletiva ao mesmo tempo.
Para quem ama descobrir hidden gems e histórias que se entrelaçam com a cidade, a mostra é um encontro com a Roma das vanguardas e com um artista que soube transformar inquietação em forma. É também um convite ao Dolce Far Niente contemplativo: perder-se entre obras, anotar pensamentos, sentir a cidade por trás das peças.
Informações práticas: a exposição abre de 11/09 a 11/10 no Mattatoio di Roma. Recomendo visitar no início do dia, quando a luz natural acaricia as obras e a circulação é mais tranquila — perfeito para saborear cada detalhe com calma.
Venha, e permita-se ser guiado por esta centena de anos projetados para o futuro — uma experiência de hospitalidade sofisticada, onde arte e memória se encontram, e onde cada obra sussurra um pouco do espírito inquieto de Saverio Ungheri. Buona visita!

