Treviso: pais condenados por obrigar menino de 11 anos a trabalhar no estábulo e por agressões

Tribunal de Treviso condena pais por obrigar menino de 11 anos a trabalhar no estábulo e por agressões; provisória de €50 mil e suspensão da responsabilidade parental.

Treviso: pais condenados por obrigar menino de 11 anos a trabalhar no estábulo e por agressões

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Treviso: pais condenados por obrigar menino de 11 anos a trabalhar no estábulo e por agressões

Por Giulliano Martini — O Tribunal de Treviso condenou uma casal residente em Montebelluna por maltratos contra o menino de 11 anos que era obrigado a trabalhar no estábulo da família desde as primeiras horas do dia e frequentemente sofria agressões. A sentença de primeira instância determinou pena de 5 anos e 6 meses para o pai e 4 anos para a mãe.

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Além das penas privativas de liberdade, os juízes aplicaram medidas de esfera civil: foi determinada a suspensão da responsabilidade parental por 11 anos para o pai e por 8 anos para a mãe. A corte também fixou uma provisória no valor de 50 mil euros e determinou que o ressarcimento integral dos danos será apurado em sede cível.

O caso veio a público após uma denúncia escolar. Segundo apuração, a história emergiu no ano passado quando a professora de apoio perguntou ao garoto que presente gostaria de dar ao pai por ocasião do Dia dos Pais. Em pranto, o aluno confidenciou à docente as práticas de trabalho infantil e as agressões sofridas, informação que motivou a sinalização formal às autoridades e o subsequente início das investigações.

A investigação, acompanhada por fontes judiciais, recolheu elementos suficientes para levar o processo a julgamento e culminar na condenação em primeira instância. Os autos apontam rotina laboral no estábulo familiar desde o amanhecer, com imposição de tarefas próprias do manejo rural e episódios de violência física.

Os magistrados trevigiani, ao proferirem a decisão, consideraram a gravidade dos fatos e o impacto sobre o desenvolvimento físico e psíquico do menor. A fixação da provisória de 50 mil euros visa garantir uma reparação imediata à vítima, enquanto a quantificação do dano moral e material será objeto de posterior avaliação no juízo cível.

Trata-se de uma condenação que reabre o debate sobre mecanismos de proteção escolar e a importância da formação e sensibilidade de profissionais da educação para detectar sinais de risco. A escolarização, neste caso, funcionou como vetor de denúncia e gatilho para a intervenção das instituições.

Do ponto de vista processual, a sentença é de primeiro grau; caberá recurso às instâncias superiores por parte dos condenados. A suspensão da responsabilidade parental implica limitação nas atribuições legais dos pais sobre o menor, hipótese adotada pelo tribunal em face do quadro de abuso comprovado.

Relato factual, cruzamento de fontes e foco nas medidas judiciais: o episódio em Montebelluna revela a necessidade de vigilância contínua das redes de proteção à infância e confirma que sinais aparentemente privados — como declarações feitas em ambiente escolar — podem ser a chave para interromper ciclos de violência.

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