Sanremo 2027: De Martino confirma que Paola Iezzi não comandará o ControFestival; Gialappa's é anunciada

De Martino confirma que Paola Iezzi não comandará o ControFestival; Gialappa's Band aceita convite e promete postura crítica no Sanremo 2027.

Sanremo 2027: De Martino confirma que Paola Iezzi não comandará o ControFestival; Gialappa's é anunciada

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Sanremo 2027: De Martino confirma que Paola Iezzi não comandará o ControFestival; Gialappa's é anunciada

Por Chiara Lombardi, Espresso Italia — Em uma fala que mistura direção artística e reflexões de bastidor, Stefano De Martino detalhou novidades do Sanremo 2027 e desfez um boato em torno de uma possível apresentação de Paola Iezzi no novo formato pós-show, o ControFestival. O anúncio foi feito durante o Festival dello Spettacolo, promovido por Tv Sorrisi e Canzoni, e tem o tom de quem compõe uma cena com olho clínico: nada é por acaso.

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De Martino foi claro ao comentar a indiscreção surgida no programa La Pennicanza: «Paola Iezzi é excellentíssima, mas não conduzirá o ControFestival». O diretor artístico adiantou que haverá outra dupla ou figura na apresentação, ainda não revelada: «vamos anunciar em breve», disse, guardando o elemento surpresa que alimenta a narrativa do festival.

Ao mesmo tempo, De Martino celebrou a volta da icônica Gialappa's Band ao universo sanremense. «Estou felicíssimo que a Gialappa's tenha aceitado», declarou, lembrando que os «gialappi» não pisavam diretamente no palco do festival há mais de uma década. A proposta, segundo ele, é clara: nada de subserviência ao espetáculo. Quer-se uma postura crítica, quase corrosiva, um espelho que reflita e questione ao mesmo tempo. «Só eles têm a patente e a credibilidade para fazer algo contra o Festival», afirmou.

Esse gesto de convidar vozes externas e críticas compõe, na leitura de De Martino, o «roteiro oculto da sociedade» que Sanremo representa: um evento que não é apenas entretenimento, mas um centro de fricções culturais. A escolha da Gialappa's, que esteve no DopoFestival em 2016 e 2017 ao lado de Nicola Savino, é também um retorno simbólico — um reframe que reintroduz a ironia e a vigilância da audiência no pós-show.

Sobre os temidos spoilers, o diretor artístico mostrou-se desarmado. Para ele, os spoilers não são fobia, mas termômetro: «quanto mais spoilers, mais atenção; isso significa que o Festival é aguardado». E admitiu que alguns vazamentos até acenderam ideias durante o processo criativo. A produção, explicou, é quase acrobática: um grande evento pensado dentro do espaço íntimo do Teatro Ariston.

De Martino comentou a tensão logística e poética de Sanremo — como realizar a escalação de um espetáculo monumental dentro de um palco que conserva memória e intimidade. «A beleza de Sanremo nasce desse curto-circuito», disse, referindo-se ao valor histórico do Ariston e aos seus labirintos de camarins e portas estreitas. «No começo parece impossível, mas no fim a nave sempre chega em porto», concluiu, evocando a metáfora náutica que tão bem captura o desafio de dirigir um evento que é, simultaneamente, memória e máquina de futuro.

O anúncio da participação da Gialappa's Band foi confirmado na edição do Tg1, e reforça a aposta de De Martino em equilibrar reverência e crítica — a semiótica do viral aplicada à tradição. Enquanto a lista completa de apresentadores do ControFestival permanece em aberto, fica o sinal de que, neste Sanremo, o pós-show pretende ser menos foyer e mais palco de debate.

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