I Solisti Aquilani em turnê pelo Sul: Mozart, Schönberg e estreia em Nápoles, Catanzaro e Messina

I Solisti Aquilani, com Orazio Sciortino, apresentam Mozart, Schönberg e a estreia 'Serenata Interrotta Notturna' em Nápoles, Catanzaro e Messina.

I Solisti Aquilani em turnê pelo Sul: Mozart, Schönberg e estreia em Nápoles, Catanzaro e Messina

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I Solisti Aquilani em turnê pelo Sul: Mozart, Schönberg e estreia em Nápoles, Catanzaro e Messina

Começa um novo e relevante capítulo na circulação da grande música pelo sul da Itália: o histórico conjunto de câmara I Solisti Aquilani parte para uma turnê que passará por Nápoles, Catanzaro e Messina, sob a regência — e ao mesmo tempo ao piano — do maestro Orazio Sciortino. Essa iniciativa integra o projeto Circolazione Musicale in Italia, promovido pelo Cidim com o contributo do Ministério da Cultura — Direzione Generale Spettacolo, uma espécie de roteiro institucional que leva repertório e inovação às praças históricas do país.

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O primeiro encontro com o público está marcado para quinta-feira, 5 de novembro, às 20h30, quando I Solisti Aquilani serão recebidos pela histórica Associazione Alessandro Scarlatti para um concerto no Conservatorio di Musica San Pietro a Majella, em Nápoles. No dia seguinte, sexta-feira, 6 de novembro, às 18h00, o ensemble segue para Catanzaro, onde tocará no Palazzo della Provincia em evento organizado por Ama Calabria Ets. A turnê se encerra em Messina, sábado, 7 de novembro, no Palacultura Antonello, a convite da Accademia Filarmonica di Messina.

O programa proposto é um percurso pensado entre classicismo e modernidade: da nitidez formal de Wolfgang Amadeus Mozart às complexidades tímbricas e estruturais de Arnold Schönberg. Mas é a estreia que capta a curiosidade do público e do crítico: os concertos incluirão em primeira execução a obra ' Serenata Interrotta Notturna', composição inédita para cordas encomendada pelo próprio ensemble e publicada por Edizioni Curci em colaboração com o Cidim.

Há uma razão estética e cultural por trás dessa mistura de cânones e novidades. Como observadora, vejo neste tipo de iniciativa um espelho do nosso tempo: o repertório tradicional que se encontra com a criação contemporânea cria um diálogo — quase um roteiro oculto da sociedade — onde memória e reinvenção se confrontam no palco. A presença de um maestro que alterna funções de diretor e pianista, como Orazio Sciortino, intensifica esse efeito de continuidade e ruptura.

Francescantonio Pollice, presidente do Cidim e da Aiam — Associazione Italiana Attività Musicali, sintetiza a ambição do projeto: “Siamo come sempre orgogliosi di promuovere il nuovo tour de I Solisti Aquilani, un'iniziativa che incarna perfettamente lo spirito del progetto Circolazione Musicale in Italia. Portare un ensemble di questo prestigio in tre piazze storiche come Nápoles, Catanzaro e Messina insieme a professionisti del calibro di Orazio Sciortino, attesta il costante impegno della nostra associazione nel valorizzare la grande musica, rendendola fruibile su tutto il territorio nazionale.”

Mais do que uma simples série de recitais, a turnê dos I Solisti Aquilani funciona como um pequeno circuito de reframe cultural: traz programas que desafiam expectativas e oferece ao público locais a chance de testemunhar a estreia de um novo diálogo sonoro — a tal 'Serenata' que interrompe e reconfigura a noite. Em termos de paisagem cultural, é uma iniciativa que reafirma a importância de levar música erudita além dos centros óbvios, anunciando um eco que reverbera tanto nas salas históricas quanto na memória coletiva.

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