Ecomondo: pioneirismo italiano em sustentabilidade desde 1997 consolida posição em Rimini
Ecomondo 29ª edição em Rimini: Ermeti destaca pioneirismo desde 1997 na sustentabilidade e economia circular.
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Ecomondo: pioneirismo italiano em sustentabilidade desde 1997 consolida posição em Rimini
Por Stella Ferrari — Em uma leitura estratégica do setor, Ecomondo se confirma como um catalisador do movimento em torno da sustentabilidade e da economia circular. O presidente do conselho di amministrazione do Italian Exhibition Group, Maurizio Renzo Ermeti, percorre a trajetória da feira de Rimini, que chegou à sua 29ª edição e está em andamento até sexta‑feira, 6 de novembro.
Desde a sua criação, em 1997, Ecomondo atuou na dianteira das transformações que hoje orientam políticas públicas e decisões privadas. Ermeti ressalta que a mostra não apenas acompanhou, mas muitas vezes antecipou tendências — um papel comparável à calibragem de um motor que ajusta respostas antes mesmo de o sistema demandar correções. Essa antecipação foi decisiva para consolidar a Itália como player relevante no ecossistema global da economia verde.
Ao longo de quase três décadas, a feira se transformou em ponto de convergência para empresas, instituições e operadores especializados. A presença constante de stakeholders internacionais reforça o caráter estratégico do evento: além de exibir tecnologias e soluções, Ecomondo oferece um circuito de sinalização de mercado, onde projetos se encontram com capitais e políticas públicas encontram execução técnica.
Do ponto de vista econômico, a evolução da feira reflete uma aceleração de tendências. Investidores e gestores corporativos observam em eventos como este o mapa de oportunidades capazes de mover o motor da economia verde — desde inovação em logística reversa até mecanismos de financiamento para infraestrutura circular. Para Ermeti, a feira contribuiu significativamente para que a Itália assumisse um protagonismo europeu e internacional no tema.
Em termos práticos, Ecomondo hoje funciona como um laboratório: projetos pilotos ganham escala, normas são debatidas, e parcerias público‑privadas se desenvolvem. Essa dinâmica favorece tanto pequenas empresas que apresentam soluções de nicho quanto grandes grupos que desejam integrar cadeias produtivas com princípios circulares. A feira, portanto, atua como acelerador de mercado, com impacto direto na competitividade industrial e na atração de investimentos.
Como estrategista com foco em alta performance, vejo Ecomondo como uma calibragem fina das prioridades econômicas: evento que alinha inovação tecnológica, desenho de políticas e fluxo de capitais. Mantém‑se, assim, a sua vocação original — antecipar o futuro, oferecendo às empresas e às instituições as ferramentas para navegar as mudanças.
Ermeti sublinha, por fim, o valor institucional da mostra. Em um momento em que a agenda verde exige respostas coordenadas, a capacidade de reunir atores diversos em Rimini é um ativo para o país. A feira não é apenas vitrine; é plataforma estratégica para projetar a economia italiana em direção a modelos produtivos mais resilientes e competitivos.
Stella Ferrari é economista sênior e estrategista de negócios da Espresso Italia, especializada em mercado de luxo, investimentos e desenvolvimento sustentável.

