Gabrielli reforça parceria público-privada para proteger infraestruturas críticas e a resiliência cibernética
Gabrielli defende parceria público-privada e transparência para proteger infraestruturas críticas e fortalecer a resiliência cibernética nacional.
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Gabrielli reforça parceria público-privada para proteger infraestruturas críticas e a resiliência cibernética
Por Stella Ferrari — Em discurso no CISO Meetup 2026, realizado na Casa dell'Aviatore, em Roma, Ivano Gabrielli, diretor do serviço Polizia Postale e para a segurança cybernética, traçou um panorama claro e direto sobre a necessidade de consolidar uma parceria público-privada para tutelar as infraestruturas críticas do país. Com a eloquência de quem negocia em conselhos administrativos e a precisão de um engenheiro calibrando um motor, Gabrielli sublinhou que "é proibido minimizar: estamos todos conectados".
Gabrielli recordou o papel pioneiro do Cnaipic — o Centro Nacional Anticrime Informático para a Proteção das Infraestruturas Críticas, criado em 2005 — e ressaltou que a norma já prevê que as infraestruturas dialoguem formalmente com as instituições. "As convenções que regulam esse diálogo transformaram-se, ao longo do tempo, em uma rotina de compartilhamento com os Siso — Senior Information Security Officer — e com os operadores que diariamente presidiam os perímetros das grandes empresas", afirmou.
Ao descrever a evolução da arquitetura nacional de segurança cibernética, Gabrielli destacou a integração das competências entre autoridades administrativas, comitês interministeriais e a autoridade judiciária. "É um processo de fina calibragem institucional: vemos mudanças na governança de topo e no desenho dos comitês que supervisionam a segurança da República, e a participação do Judiciário fortalece o diálogo interinstitucional", disse ele.
O diretor foi enfático sobre a responsabilidade corporativa: "Quem faz segurança dentro das empresas e das infraestruturas críticas tem o dever de não ocultar o que acontece — porque estamos todos conectados". Esse alerta não é retórico. Gabrielli lembrou que cadeias de abastecimento e ecossistemas tecnológicos são complexos e interdependentes; falhas ou omissões num nó podem repercutir como uma avaria no motor da economia.
Segundo Gabrielli, as instituições "já estão fazendo muito"; contudo, a transformação é contínua. Os operadores do setor acompanham os processos normativos que acompanham essa renovação e participam ativamente de mesas de diálogo que geram ideias e soluções para reforçar a defesa do perimetro cibernético nacional. Em sua visão, o caminho é consolidar um modelo que integre as capacidades públicas e privadas com confiança mútua e responsabilidade compartilhada.
Como estrategista que observa tendências como uma pista em ascensão, Gabrielli convocou à prudência técnica: evitar a minimização dos riscos e promover uma cultura de transparência operacional. Isso implica não apenas políticas e comitês, mas também práticas cotidianas de observabilidade, reporte e resposta coordenada — os verdadeiros freios e amortecedores diante de choques cibernéticos.
Em suma, a mensagem é clara e operacional: para preservar a resiliência cibernética do Sistema-Paese é indispensável fortalecer a cooperação público-privada, institucionalizar canais de diálogo com os Siso e manter uma postura de responsabilidade compartilhada. Essa é a calibragem que garante que o motor da economia continue a rodar com segurança e eficiência.

