Peraboni em Ecomondo 2026: a transição será vitoriosa quando for vantajosa para empresas e cidadãos

Peraboni no Ecomondo 2026: a transição será vencedora quando for vantajosa para empresas e cidadãos, impulsionada por oportunidades concretas e internacionalização.

Peraboni em Ecomondo 2026: a transição será vitoriosa quando for vantajosa para empresas e cidadãos

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Peraboni em Ecomondo 2026: a transição será vitoriosa quando for vantajosa para empresas e cidadãos

Por Stella Ferrari — Em mensagem clara e estratégica na 29ª edição do Ecomondo, o CEO da Italian Exhibition Group, Corrado Peraboni, reafirmou uma ideia central para o avanço da sustentabilidade: a mudança só consolidará se for percebida como vantajosa por quem produz e por quem consome. O evento, realizado na Fiera di Rimini até sexta-feira, 6 de novembro, confirma-se como palco de referência para o debate sobre a transição ecológica.

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Durante sua intervenção, Peraboni enfatizou que “a transição será vencedora não quando for obrigatória, mas quando for conveniente, conveniente para as empresas e conveniente para a população”. Essa formulação coloca no centro a necessidade de transformar objetivos ambientais em oportunidades econômicas concretas, capazes de engajar o setor produtivo e a sociedade em escala.

O executivo destacou ainda a dimensão internacional que o Ecomondo vem alcançando: o crescimento no número de expositores e visitantes estrangeiros reforça o papel da feira como ponto de encontro global para a troca de soluções, tecnologias e políticas voltadas à economia circular e à inovação sustentável. Para Peraboni, essa atratividade externa não é apenas reputacional, mas funcional: traz mercado, investimentos e benchmark de práticas que aceleram a adoção de modelos de negócio mais verdes.

Como economista de mercado, observo que essa posição integra duas frentes essenciais. Primeiro, há a necessidade de estruturar incentivos que façam da sustentabilidade um diferencial competitivo — reduzir custos operacionais via eficiência energética, acessar novos mercados por meio de certificações verdes e atrair capital interessado em ativos resilientes. Segundo, é preciso que a transição não imponha "freios fiscais" ou custos de curto prazo que desmotivem a adesão das empresas e a aceitação dos cidadãos.

O debate em Rimini funciona como uma calibragem de políticas e de mercado: reúne fornecedores de tecnologia, gestores públicos, investidores e consumidores, todos peças do mesmo motor. Quando a calibragem estiver correta — isto é, quando a estrutura de incentivos, regulação e financiamento for alinhada — a aceleração da transição será natural e sustentável no longo prazo.

Peraboni sublinhou que transformar a sustentabilidade em oportunidade concreta passa também pela formação de capacidades e pela disseminação de casos práticos. Projetos que demonstram retorno de investimento, escalabilidade e impacto social tendem a criar efeito de contágio, reduzindo a percepção de risco e aumentando a demanda por soluções verdes.

Em síntese, a leitura apresentada em Ecomondo 2026 é estratégica: a transição ecológica precisa ser economicamente atraente para virar escolha dominante. Com a participação internacional em alta, o evento de Rimini confirma-se como uma oficina onde se desenham os próximos passos dessa mudança — uma verdadeira oficina de design de políticas e negócios onde o motor da economia encontra novas engrenagens mais limpas e eficientes.

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