Idosa de 104 anos é operada por fratura do fêmur no Hospital Bufalini de Cesena

Idosa de 104 anos operada por fratura do fêmur no Hospital Bufalini de Cesena; cirurgia com pino endomedular e alta após 10 dias, reabilitação iniciada.

Idosa de 104 anos é operada por fratura do fêmur no Hospital Bufalini de Cesena

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Idosa de 104 anos é operada por fratura do fêmur no Hospital Bufalini de Cesena

Por Alessandro Vittorio Romano para Espresso Italia — Em um gesto que junta ciência e cuidado humano, uma mulher de 104 anos foi submetida a cirurgia no Hospital Bufalini de Cesena após sofrer uma queda em casa que resultou em fratura do fêmur. A intervenção, realizada nos dias recentes, correu sem complicações e a paciente recebeu alta em boas condições depois de dez dias de internamento.

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A fratura foi identificada como subtrocanteriana esquerda, na porção alta do fêmur. A equipe médica agiu com rapidez: a operação foi realizada dentro de 48 horas desde a chegada ao pronto socorro, com a colocação de um pino endomedular (hastão intramedular). A cirurgia envolveu a equipe de Ortopedia e Traumatologia em conjunto com Anestesia e Rianimação, além do apoio atento do pessoal de enfermagem. Antes da alta hospitalar, a paciente já havia iniciado a reabilitação, passo essencial para o retorno gradual à mobilidade.

Nesta história de recuperação, enxergamos algo como a respiração de uma cidade que volta ao seu ritmo: o corpo, mesmo antigo, responde quando recebe intervenção correta, ternura e pressa calculada. O doutor Vito Prezioso, diretor do serviço, lembra que na população idosa a fratura do fêmur é a lesão traumática mais frequente e que pode desencadear complicações sérias. Segundo ele — e aqui a sensibilidade clínica encontra a verdade prática — é fundamental colocar o paciente de pé o quanto antes para favorecer o reestabelecimento funcional e reduzir os riscos do repouso prolongado.

O médico acrescenta que a idade cronológica, por si só, não deve definir o limite do tratamento. Cada pessoa traz consigo um histórico, uma reserva funcional, uma paisagem interna que merece ser avaliada de forma individual. Essa abordagem personalizada permitiu que, em Cesena, a equipe oferecesse um caminho de cura adequado à singularidade da paciente centenária.

Do ponto de vista prático, a rapidez na cirurgia e a escolha de fixação com hastão intramedular visam estabilizar a estrutura óssea, diminuir a dor e possibilitar a mobilização precoce. A reabilitação iniciada ainda no hospital tem papel central na reavaliação da autonomia e na prevenção de novas quedas, como uma colheita de hábitos saudáveis que reerguem o corpo.

Enquanto acompanho esta recuperação, penso nas pequenas revoluções do cotidiano que fazem diferença: uma equipe que se organiza, um gesto de cuidado que devolve o passo, a confiança que brota quando se vê a possibilidade de andar de novo. Em Cesena, a combinação de técnica e humanidade mostrou que é possível agir com eficácia mesmo diante da idade avançada.

Em síntese, a alta da paciente após dez dias aponta para um desfecho positivo e reforça mensagens práticas para quem cuida de idosos: avaliar cada caso em sua singularidade, priorizar a cirurgia quando indicada e iniciar a reabilitação o mais cedo possível. São medidas que, como raízes bem cravadas, sustentam o retorno à vida diária.

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