Corazza: sem empresas fortes, União Europeia não alcançará metas do Green Deal

Corazza em Ecomondo: UE precisa de empresas fortes, menos burocracia e mais investimentos para cumprir o Green Deal; comentários sobre midterms e Itália.

Corazza: sem empresas fortes, União Europeia não alcançará metas do Green Deal

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Corazza: sem empresas fortes, União Europeia não alcançará metas do Green Deal

Em discurso direto de Ecomondo, Carlo Corazza, diretor do Escritório do Parlamento Europeu na Itália, enfatizou que a transição energética europeia depende de uma base industrial robusta. Para Corazza, não basta a ambição climática; é preciso fortalecer as empresas para que elas possam converter metas em soluções práticas. Em suas palavras, sem empresas fortes não será possível atingir os objetivos do Green Deal.

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O dirigente defendeu uma mudança na calibragem de políticas: mais incentivos e menos restrições burocráticas. "A Europa se deu conta que deve dialogar mais com as empresas. Não pode haver transição sem uma base industrial forte, sem inovação e investimentos", afirmou Corazza, ao vivo para a imprensa durante o evento. A proposta traça um caminho de carota e não apenas de bastão, entendendo por bastão o excesso de regras que, segundo ele, em alguns casos atuam como freios à competitividade.

Entre as medidas apontadas, Corazza citou a necessidade de reduzir a burocracia e de completar o mercado interno europeu seguindo as recomendações do relatório "One Market" elaborado por Enrico Letta. O objetivo, disse ele, é permitir que as empresas europeias expressem todo o seu potencial e assumam o protagonismo na transição verde.

"Togliere burocrazia, completare il mercato interno sulla base del rapporto di Enrico Letta One Market e consentire alle imprese europee di esprimere tutto il loro potenziale", disse Corazza durante a entrevista.

Corazza também comentou o contexto internacional, avaliando o resultado das eleições midterm nos Estados Unidos e sinalizando expectativas sobre a política externa do governo Trump. "Creio que o americano médio não apreciou o afastamento das margens do Atlântico. Somos aliados históricos, especialmente num momento em que autocracias ameaçam democracias liberais. Espero uma atitude mais conciliadora por parte da administração dos EUA, que até agora não foi amiga do clima nem da Europa", declarou.

No plano interno italiano, o diretor ressaltou o papel central da Itália na União Europeia. Lembrou que o país é um Estado fundador e que, no próximo ano, serão comemorados 70 anos da assinatura dos Tratados de Roma. Nesse sentido, Corazza conclamou o país a sentir-se menos alienado e mais protagonista numa Europa que, nas suas palavras, sem a Itália "objetivamente não vai a lado nenhum".

Como estrategista de economia com foco em alta performance, vejo na fala de Corazza a necessidade de alinhar motor e transmissão do projeto europeu: sem uma indústria competitiva e sem investimentos privados, a aceleração rumo às metas climáticas fica comprometida. A proposta de reduzir a burocracia e completar o mercado interno é, em termos práticos, uma calibragem necessária para tirar do piloto automático a implementação do Green Deal.

Em síntese, a mensagem é clara e técnica: fortalecer empresas, incentivar inovação, desburocratizar e consolidar o mercado interno. Assim se constrói a potência industrial que pode transformar metas climáticas em resultados mensuráveis e sustentáveis.

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