Gilardino a caminho do Parma: retorno simbólico 21 anos depois de ser ídolo

Alberto Gilardino está próximo de assumir o Parma; retorno simbólico 21 anos após atuar pelo clube e possível chegada depende de acerto com o Pisa.

Gilardino a caminho do Parma: retorno simbólico 21 anos depois de ser ídolo

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Gilardino a caminho do Parma: retorno simbólico 21 anos depois de ser ídolo

Após a separação consensual com Carlos Cuesta, o Parma definiu o nome que deverá assumir a equipe: o ex-atacante e treinador Alberto Gilardino, 44 anos. Contatos intensos nas últimas horas evoluíram para um princípio de acordo que pode ser oficializado em breve, desde que seja resolvida a pendência contratual que ainda liga o técnico ao Pisa. Se não houver entraves, Gilardino deve desembarcar em Collecchio nas próximas horas para assinar.

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O desenrolar da troca foi rápido: Gilardino, lembrado pela torcida por sua passagem vitoriosa como jogador, surgiu como primeira opção logo após o rompimento com Cuesta e rapidamente tomou a dianteira na corrida pela sucessão. Na manhã do anúncio, Carlos Cuesta se despediu do elenco em Collecchio; o treinamento das 15h foi conduzido interinamente por Nicola Pavarini, Valerio Ciaralli e Manuel Morabito.

O contexto esportivo que cerca a troca é tenso e significativo. O Parma vinha de uma vitória por 2 a 1 sobre o Genoa — seu primeiro triunfo no campeonato após três derrotas e um empate — e já havia sido eliminado da Coppa Italia. A necessidade de estabilidade técnica e de um projeto que reconecte o clube com sua identidade histórica explica, em parte, a opção por um nome ligado à memória recente do clube.

Se o acordo se concretizar, Gilardino terá uma estreia imediata de alto impacto: na retomada do campeonato, em 10 de outubro às 18h, o Parma visita o Inter treinado por Cristian Chivu — justamente o técnico que, no verão de 2025, foi substituído por Cuesta na liderança da equipe em uma mudança que ainda reverbera no vestiário e entre os torcedores.

O simbolismo do retorno não é menor. Gilardino foi jogador do Parma entre 2002 e 2005, anotando 56 gols em 116 partidas oficiais: 23 gols em 2003-04 e 24 na temporada seguinte. Sua lembrança mais cara à torcida talvez seja o gol que garantiu a manutenção em 2005, no desempate contra o Bologna — um momento que entrou na memória coletiva do clube. Já em 2025, seu nome fora sondado pela diretoria para suceder Cristian Chivu, antes da escolha por Cuesta, e agora a trajetória volta a se cruzar com a do clube.

Do ponto de vista institucional, a contratação de Gilardino aponta para uma tentativa do Parma de fundir passado e presente: escolher um técnico que não é apenas técnico, mas também símbolo. Resta saber se esse resgate simbólico se traduzirá em resultados imediatos e em capacidade de reconstrução de um projeto esportivo coeso. A assinatura do contrato e as primeiras impressões em Collecchio serão cruciais para medir a recepção do elenco e da torcida.

Nos próximos dias acompanharemos a oficialização, os termos do acordo com o Pisa e as primeiras medidas da nova comissão técnica, que terá pouco tempo para imprimir direção em uma temporada que já apresenta sinais de instabilidade.

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