Moldávia, Grécia e Irlanda: liderança surpreendente no crescimento do turismo europeu em 2026

Moldávia, Grécia e Irlanda lideram o crescimento do turismo na Europa em 2026; UN Tourism aponta variações regionais e previsão de alta moderada.

Moldávia, Grécia e Irlanda: liderança surpreendente no crescimento do turismo europeu em 2026

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Moldávia, Grécia e Irlanda: liderança surpreendente no crescimento do turismo europeu em 2026

Ciao, viajante curioso — aqui é Erica Santini, trazendo um relato que cheira a mar e história: o mais recente Barómetro Mundial do Turismo da UN Tourism revela um panorama de nuances e contrastes. No primeiro semestre de 2026, o turismo internacional cresceu apenas 0,4% globalmente, mas a Europa conseguiu um salto mais robusto, com as chegadas a subirem 3%.

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Foram cerca de 350 milhões de visitantes internacionais a percorrer o continente entre janeiro e junho — um número que canta histórias diferentes conforme a região. A Europa Mediterrânica do Sul e a Europa Centro e Oriental registaram um aumento de 4% nas chegadas; o Norte da Europa, uma subida de 3%. Já a Europa Ocidental sentiu um ligeiro recuo de 1%, atribuído, em parte, às ondas de calor que marimbaram junho e a uma procura mais fraca por viagens de longa distância durante o segundo trimestre de 2026.

Enquanto a luz dourada da tarde banha as vilas costeiras, há regiões que enfrentaram nuvens mais escuras: o Médio Oriente viu as chegadas caírem 22%, o Sul da Ásia registou uma descida de 5% e o Sudeste Asiático caiu 1%. A secretária-geral da UN Tourism, Shaikha Al Nuwais, lembra que “a situação no Médio Oriente afetou destinos muito para além da própria região e é um lembrete claro de que, num mundo tão interligado, a resiliência tem de ser construída em todo o lado e não apenas quando uma crise começa”.

O relatório aponta que os recentes conflitos desviaram parte da procura turística para destinos mais próximos e acessíveis — uma dança de redirecionamentos que transforma rotas e projetos de viagem. E no coração da Europa, alguns destinos brilharam intensamente: a Moldávia registou o maior aumento nas chegadas, com um crescimento de 25% no primeiro semestre. A Grécia e a Irlanda harmonizaram um igualmente expressivo crescimento, cada uma com 15% de aumento.

Além do Velho Continente, o mapa global também ganhou novas estrelas: El Salvador (+37%), Paraguai (+34%), Butão (+31%), Vanuatu (+30%), Palau (+29%), Mongólia (+27%), Uzbequistão (+25%) e Coreia do Sul (+21%). São destinos que sussurram segredos — ilhas remotas, rotas terrestres ancestrais e culturas que convidam ao Dolce Far Niente.

Quanto às perspetivas, as chegadas internacionais deverão crescer entre 1% e 2% em 2026, abaixo da projeção inicial de 3% a 4% divulgada em janeiro. É um cenário que pede prudência e criatividade: os operadores e destinos terão de investir em resiliência, diversificação e em experiências autênticas que falem aos sentidos — o perfume dos vinhedos, a textura do tempo nas paredes, o sabor de uma cidade que reabre um caminho.

Para nós, amantes de viagem, a lição é simples e doce: mesmo quando as estatísticas murmuram incerteza, há sempre patrimónios, vilarejos e rotas que esperam ser redescobertos. Andiamo — e que cada viagem seja uma pequena celebração dos encontros inesperados.

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