Telloni (Havas): A expansão da inteligência artificial eleva o valor humano na comunicação

Telloni (Havas) afirma que a expansão da inteligência artificial eleva o valor humano e exige curadoria e revisão humana na comunicação.

Telloni (Havas): A expansão da inteligência artificial eleva o valor humano na comunicação

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Telloni (Havas): A expansão da inteligência artificial eleva o valor humano na comunicação

Simone Andrea Telloni, diretor-executivo do network Havas Health, trouxe uma leitura estratégica sobre a relação entre inteligência artificial e o papel humano na comunicação durante o evento Intersections, realizado no Allianz MiCo, em Milão. Em um diagnóstico preciso, Telloni afirmou que, paradoxalmente, quanto mais avança a inteligência artificial, maior se torna o valor humano.

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Segundo Telloni, a IA é uma ferramenta de alta performance para otimizar fluxos e processos, atuando como um sistema de calibragem que aprimora a eficiência operacional. No entanto, quando a tecnologia é utilizada como origem exclusiva de estratégias de comunicação — especialmente no setor farmacêutico, mas também em contextos mais amplos — o resultado tende a ficar monótono e previsível.

Telloni destacou dois níveis nos quais a intervenção humana permanece indispensável. Primeiro, na seleção criteriosa de dados e informações que devem alimentar o processo: uma curadoria alinhada com o objetivo final, que funciona como afinação fina antes de acionar o motor analítico. Segundo, na revisão e lapidação do output gerado pela inteligência artificial, tarefa que exige sensibilidade, julgamento e contexto — capacidades tipicamente humanas.

Na visão do executivo da Havas Health, utilizar exclusivamente algoritmos para desenhar a componente estratégico-criativa de uma campanha equivale a aceitar um produto comum. O diferencial, afirma Telloni, não está apenas em encontrar formatos ou canais para transmitir uma mensagem, mas em garantir que a comunicação acrescente valor ao que se comunica. Essa é a verdadeira vantagem competitiva: uma mensagem que transforma conteúdo em significado.

Minha leitura, como estrategista econômica e observadora das dinâmicas de mercado, é que essa posição traduz uma calibragem necessária entre automação e julgamento humano. Assim como numa engenharia de ponta onde sensores e atuadores são complementados por uma central de comando que interpreta e decide, a arquitetura comunicacional contemporânea exige tanto o poder de processamento da IA quanto a visão interpretativa do profissional.

Em um mercado onde a velocidade é motor da economia e a precisão das decisões determina performance, a capacidade de combinar tecnologia e discernimento humano passa a ser um ativo estratégico. Investir em processos que integrem curadoria de dados, revisão qualificada e criatividade orientada por propósito será o caminho para evitar a platitude comunicacional e gerar diferenciação real.

Telloni trouxe ao palco do Intersections uma mensagem clara para executivos e profissionais de comunicação: não se trata de frear a adoção da inteligência artificial, mas de redesenhá-la dentro de um ecossistema no qual o elemento humano reaquece e redefine valor. Esta é uma calibragem que as empresas que aspiram liderança devem saber executar — com a precisão de uma oficina de alta performance.

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